Amazônia Educa Ciência

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ciência vai ao encontro da tradição

  • Increase
  • Decrease
  • Normal


Início


Ciência vai ao encontro da tradição


Quem nasceu no Pará e tem mais de 30 anos dificilmente escapou de uma “cura” na garganta em períodos de gripe. Aplicado pela mãe e orientado pela avó, o método consiste em aplicar o óleo de andiroba diretamente na garganta, para acelerar seu poder curativo e livrar a criança dos fluidos e inflamação local. Entretanto, é cada vez menos comum a aplicação deste conhecimento tradicional nas metrópoles amazônicas, o que em muito se deve à adesão ao saber científico, que prescreve remédios e tratamentos desenvolvidos dentro de um método científico. 
 
Os saberes intuitivos e práticos são relegados a uma condição mística, levando, por exemplo, tratamentos naturais a serem vistos como algo exótico e curioso. Dispostos a mudar este cenário e dar ao saber tradicional a reverência e respeito que merece, diversas correntes acadêmicas buscam valorizar e preservar o conhecimento ancestral, buscando compreendê-los e validá-los como uma rica fonte de informações capazes de solucionar problemas atuais da humanidade. 
 
Há 34 anos trabalhando com remédios e tratamentos feitos puramente com ervas medicinais, Clotilde de Souza, conhecida internacionalmente como Dona Coló, é uma das erveiras mais reverenciadas do Ver-o-Peso. Do alto dos seus 65 anos e membro da terceira geração de erveiras da família, ela iguala seus conhecimentos aos de um profissional de saúde. “O médico tem o diploma, mas eu tenho a sabedoria. Mal sei assinar meu nome em um papel, embora saiba receitar tratamentos para os mais diversos males do corpo e da alma”, resume.
 
Todas as ervas comercializadas na barraca nº 34 são plantadas, colhidas e manipuladas por ela em seu quintal, que também é a fonte de toda a medicina consumida pelos nove filhos e sete netos. Dona Coló revela o ingrediente principal de todos os seus preparados. “A fé e a positividade, tanto minha, que preparo, como a de quem consome são fundamentais para o sucesso do tratamento. Acho que não só aqui como em qualquer situação da vida”, descreve. Ela afirma nunca ter tido seus conhecimentos colocados em xeque, mas garante que existe uma barreira para sua aplicação. 
 
“Eu gostaria de ver a medicina tradicional no mesmo patamar de importância da medicina acadêmica, embora não acredite que chegue a ver esse dia, pois tudo que é comprovado, é tirado do saber tradicional e aplicado como um ‘achado’ científico”, observa. A descrença de Dona Coló com o reconhecimento de seu saber contrasta com a visão mais aberta de Rosineide de Oliveira Braga, de 34 anos, vinte destes dedicados à manipulação de ervas medicinais. “Eu sou uma cuidadora e tenho plena confiança nos meus conhecimentos, embora acredite que o saber tradicional e científico podem andar de mãos dadas”, opina.
 
Para ela, a investigação dentro do método científico pode ser positiva para definir doses e meios de utilização das plantas. “É muito bom perceber que hoje em dia até mesmo médicos receitam chás e tinturas, pois reconhecem seu efeito. Acho que, contanto que não haja apropriação do conhecimento e seja preservado o respeito, essa abertura vai gerar muitas coisas boas para todo mundo”, conclui.
 
BIOCULTURALIDADE
Há algumas centenas de milhares de anos, o conhecimento empírico e de observação garantiu a existência dos seres humanos e sua organização em sociedade. Todas as ciências nasceram do saber acumulado através das gerações. Porém, em um momento bem mais recente da história, o conhecimento tradicional foi para o banco de trás, dando lugar ao saber advindo da experimentação científica, que passou a ser a fonte número um do conhecimento. O exemplo das ervas é apenas um entre uma vasta gama de conhecimentos, que vão desde o comportamento de animais e identificação de venenos ao tratamento do solo e até o curso das águas, da nascente aos rios. 
 
Buscando trazer ao debate o cuidado de resguardar o imenso patrimônio material e biológico presentes nas diversas comunidades do Brasil, a academia tenta popularizar hoje o conceito de Bioculturalidade. “Há uma tendência global de retorno ao natural. A Etnobiologia e todas as etnociências já demonstram isso. Tentamos agora repensar nossas relações com as comunidades tradicionais”, apresenta a curadora do Herbário Marlene Freitas da Silva, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), professora doutora Flávia Lucas.
 
O movimento mundial de resgate, preservação e respeito ao conhecimento tradicional se encontra em estágio bastante avançado se comparado ao Brasil. “O que nos alerta e nos choca é que na Amazônia isso ainda é muito tímido. Precisamos mudar este posicionamento para ontem. Vivemos em uma área de muita vulnerabilidade e é preciso que as pessoas que aqui vivem se deem conta do que está à sua volta e prestem real atenção para onde estão morando”, alerta a pesquisadora.
 
E ao contrário do que determina o nosso imaginário - dominado pelos estereótipos reforçados no dia-a-dia – o conhecimento tradicional não se encontra apenas nas mãos de comunidades indígenas, quilombolas ou ribeirinhas. Para exemplificar isso, a professora relembra uma pesquisa que desenvolveu em 189 quintais periurbanos do município de Abaetetuba. “Em cada um destes quintais existe uma pessoa que é referência no conhecimento e aplicação das plantas ali cultivadas. E o conhecimento de cada uma delas é específico às necessidades daquela família ou vizinhança, também passado oralmente de geração a geração. Tradição e cultura se desenvolvem em qualquer lugar, entretanto, persiste uma ideia um tanto naturalista de que comunidades tradicionais só terão repertório tradicional se estiverem no mato”, ressalta.
 
Neste ponto, a universidade entra com o método científico para catalogar informações que então serão compartilhadas com a sociedade. “A nova Lei de Biodiversidade veio prevenir práticas antiéticas que foram exercidas durante muitos anos, quando o pesquisador chegava em uma comunidade, se servia de seus conhecimentos e ia embora levando aquilo para si. Hoje há protocolos sérios,  muitos passos a serem seguidos para chegar a uma comunidade e conduzir uma coleta de dados”, conta.
 
A experiência de compartilhar conhecimentos ancestrais com cada comunidade é descrita com emoção pela pesquisadora. “Quando chegamos ao local, as titulações perdem o sentido, pois nos vemos diante de um repertório tão rico e tão profundo, sem data de início. É imemorial. Nos sentimos muito pequenos diante de tantos detalhes, preservados apenas pela oralidade”, analisa Lucas. O contato, quando realizado de forma ética, se transforma em um canal de conectividade espontânea. “Somos meros observadores, eles são os protagonistas”.
 
Reverter o quadro atual, na avaliação da pesquisadora, é uma das missões da universidade. “A Bioculturalidade cabe nos currículos de todos os cursos. É nossa obrigação conscientizar estes profissionais em formação do seu entorno. Fazê-los perceber que vivem rodeados de um bioma rico e cheio de peculiaridades e é missão deles trabalhar e reconhecer isso”, conclui.
 
INTERCULTURALIDADE
O Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), executado pela Uepa, trabalha para ampliar o diálogo entre os saberes, quando professores também se tornam alunos ao interagir com comunidades tradicionais. “Foi a partir da experiência como professores formadores que tivemos o olhar voltado para uma nova relação pedagógica ao trabalhar a formação de professores no Parfor, ou seja, estabelecer um contato formativo em dimensões diferenciadas das que temos com a graduação extensiva, cujo perfil do alunado é totalmente distinto. Nesse ponto, há um desafio muito grande e ao mesmo tempo um rico aprendizado”, resume a coordenadora do Parfor na Uepa, a professora doutora Kátia Melo. O Parfor/Uepa já formou 1.505 professores, atualmente conta com aproximadamente 49 turmas e cerca de 1.436 alunos em formação em mais de 30 municípios do Pará.
 
A experiência desses professores em formação, que trazem uma bagagem de saberes, obrigou a coordenação do programa a rever seus métodos. “Isso é legítimo e de extrema importância para a academia, que precisa incluir saberes pulsantes e orgânicos de nossa Amazônia Paraense, enfrentando aquilo que Boaventura Santos chama de ‘sociologia das ausências’ no seio da academia, ou seja, neste espaço devem estar presentes outros saberes”, pontua a coordenadora, que cita como exemplo as turmas interculturais indígenas recém-formadas dos povos Waiwai e Tapajós Arapiuns.
 
“A turma Waiwai começou e terminou com 36 alunos. Não teve evasão, isso é emblemático no Programa, pois se trata de um povo falante da língua nativa, suas aulas sempre necessitavam de intérpretes. Essa foi uma experiência riquíssima para os professores formadores desta turma, na medida em que além da difusão do conhecimento, necessitavam de deslocamento para as aldeias, buscar modos e métodos de comunicabilidade e reciprocidade no processo formativo”, relembra. Diante de todas as adversidades, eles chegaram até o final do curso, e já protocolaram na coordenação do Parfor o pedido de uma pós-graduação, o qual foi encaminhado ao Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor) e ao Fórum Regional do Parfor.
 
A outra turma intercultural, dos Tapajós Arapiuns, cuja sede do curso funcionava no campus da Uepa em Santarém, também reunia uma especificidade: alunos de oito etnias diferentes, que também trocaram conhecimentos entre si. “Isso reitera a necessidade da relação entre os saberes tradicionais e científicos numa perspectiva de descolonização do saber, mostrando que todos são fundamentais para a sociedade com vistas a preservação da humanidade”, pondera a coordenadora.
 
Para garantir que a troca de conhecimentos se dará de forma adequada, as Instituições de Ensino Superior (IES), debatem constantemente a respeito do perfil do professor formador, uma vez que ele precisa estar atento e aberto a um processo formativo interativo, participativo, que implica flexibilidade, escuta e respeito aos professores que estão em formação e de sua base de conhecimento. “Nesta direção, a perspectiva Freireana é fundamental, para pensar a educação de forma dialógica, democrática e plena de respeito. A questão do conflito dos saberes científicos e tradicionais, perpassa pela quebra do paradigma de que o saber científico é a verdade absoluta. Esse é um grande exercício. Todavia, o professor formador que não entende isso, passa ao largo do Programa”, avisa Melo.
 
A solução para a abertura do diálogo proposta pela coordenadora é similar àquela apresentada por Flávia Lucas: a inclusão do conhecimento tradicional amazônico nos currículos universitários. “Há uma necessidade que mais autores amazônicos estejam nos currículos, nas leituras obrigatórias, bem como autores latinos americanos. Isso não implica em um abandono aos clássicos europeus e estadunidenses, mas sim que possamos conhecer e nos apropriar da produção latino-americana, o que representará a afirmação identitária, a qual traz ao seu povo uma maior clareza sobre si, autonomia e soberania”, conclui.
 
A fala de Kátia Melo ecoa a do reitor da Uepa, Rubens Cardoso, que reconhece a necessidade de inclusão do conhecimento tradicional produzido na Amazônia e de estabelecer uma conexão direta com as comunidades. “O Pará é multicultural. Sendo a Uepa uma das maiores universidades multicampi da região, é natural que estejamos em posição de ampliar este diálogo”, observa. “Evoluir é necessário, inovar também. Entretanto, é possível construir conhecimento incluindo o saber tradicional, ao invés de negá-lo. É uma questão de mediação e respeito e ainda temos muito a aprender com eles”, acrescenta.
 
APRENDIZADO
A integração do saber tradicional na academia também inclui as pesquisas na área de Saúde. O Laboratório de Morfofisiologia Aplicada à Saúde da Uepa possui diversas linhas de pesquisa que tem por princípio introduzir em suas investigações o conhecimento tradicional e diversos pesquisadores determinados a validar o que também lhes foi passado através de gerações. “O saber popular guia a pesquisa. Todo amazônida tem algum grau de contato com o conhecimento tradicional. Usamos isto para definir as plantas e substâncias a serem estudadas e suas aplicações”, conta o coordenador interino do Laboratório, professor doutor Anderson Bentes, que também passou pela experiência da “cura” da garganta com andiroba.
 
Conforme dito por Flávia Lucas, a inclusão do conhecimento tradicional na academia em instituições do exterior é mais amplo. “Algumas publicações são específicas para isso e outras exigem que este saber seja incluído no trabalho, respeitando todos os protocolos de preservação. Revistas alemãs e americanas bastante renomadas adotaram estes procedimentos para publicação de artigos”, conta o coordenador. A mobilização dos pesquisadores paraenses não para nos muros da Uepa, que mantêm parceria ativa com diversos laboratórios da Universidade Federal do Pará (UFPA) para realização de seus estudos.
 
“O que tentamos fazer é determinar as doses adequadas para as diversas aplicações. Algumas plantas, se utilizadas em excesso, são tóxicas. Como muitas pessoas veem os remédios naturais como inofensivos, isso pode ser prejudicial se não houver uma orientação neste sentido”, ressalta Bentes. Os olhos da aluna de Terapia Ocupacional Renata Silva denunciam a paixão pelo conhecimento tradicional ao relembrar seu bisavô. “Ele tinha um quintal com diversas plantas em Vila da Paz e sabia como usar cada uma delas. Eu o reverenciava, tudo que ele sabia e como as pessoas o respeitavam por dominar aquele conhecimento. Por causa dele quis ser pesquisadora”, conta.
 
Atualmente, ela trabalha com a aplicação do extrato liofilizado da aloe vera amazônica associado ao ultrassom em ratos com tumor de Ehrlich, para verificar sua eficácia no tratamento. A pesquisa é orientada pelo professor doutor Jofre Freitas, e ainda está em andamento, mas já apresenta resultados promissores.  “O ideal é que na região amazônica consigamos chegar ao nível das pesquisas e utilização de plantas medicinais que é feita no Japão, onde existem muitas pesquisas sobre os reais efeitos de cada planta e de seus compostos sobre o nosso organismo saudável e doente. Da mesma forma, existe uma forte regulação sobre os produtos que são lançados no mercado permitindo que cerca de 70% dos médicos japoneses prescrevam para seus pacientes a utilização de plantas medicinais”, explica Freitas, que também coordena o Laboratório de Morfofisiologia.
 
As professoras doutoras Tereza Cristina e Kátia Kietzer orientam a aluna Jamylle Campos na pesquisa que investiga os efeitos anti-inflamatórios da andiroba associada ao ultrassom no tratamento de lesões em ratos. “Investigar um tratamento tradicional não parte de uma desconfiança de sua eficácia e sim da certeza de que aquilo funciona, pois crescemos com aquilo. Sabemos que dará certo e queremos mostrar para o mundo, dentro do método científico, que funciona”, esclarece a professora Tereza. 
 
O Pariri, também conhecido em outras partes da Amazônia como Crajirú, é o objeto da pesquisa dos alunos João Paulo Menezes e Raphaely Progênio. Orientados pelos professores Rodrigo Santiago e George Dias, eles investigam o alto poder de cicatrização da planta em lesões de pele em ratos. “Sempre tive uma forte ligação com a área da Saúde Pública e as plantas são um remédio acessível para a população. Vejo que a abertura para tratamentos alternativos é cada vez maior e o respeito também é crescente. As pesquisas podem amparar políticas públicas futuras que incluam estes tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS)”, espera João Paulo.
 
Texto: Fernanda Martins
Fotos: Nailana Thiely
 
 
 
 
 
 
 
Tags: 
Pesquisa
Fonte: http://www.uepa.br/pt-br/noticias/ci%C3%AAncia-vai-ao-encontro-da-tradi%C3%A7%C3%A3o
    Fo
Postado por Professor Valdir Barros às 16:32 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Os conhecimentos tradicionais como Direitos Humanos Culturais

Postado por Professor Valdir Barros às 16:22 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Documentário: "Paisagens do Conhecimento"

Postado por Professor Valdir Barros às 15:53 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

II Encontro Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais

Postado por Professor Valdir Barros às 15:45 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Saberes Tradicionais e Ciência - Presença & Harmonia – 06/09/2017

Postado por Professor Valdir Barros às 15:32 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

O valor do conhecimento das comunidades tradicionais

Postado por Professor Valdir Barros às 15:09 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Quando cientistas não bastam para fazer ciência

Logo Jornal Unicamp online
TER, 16 JAN 2018 | 10:32

Peter Schulz foi professor do Instituto de Física "Gleb Wataghin" (IFGW) da Unicamp durante 20 anos. Atualmente é professor titular da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, em Limeira. Além de artigos em periódicos especializados em Física e Cienciometria, dedica-se à divulgação científica e ao estudo de aspectos da interdisciplinaridade. Publicou o livro “A encruzilhada da nanotecnologia – inovação, tecnologia e riscos” (Vieira & Lent, 2009) e foi curador da exposição “Tão longe, tão perto – as telecomunicações e a sociedade”, no Museu de Arte Brasileira – FAAP, São Paulo (2010).


Quando cientistas não bastam para fazer ciência


TER, 16 JAN 2018 | 10:32

TEXTO

PETER SCHULZ

FOTOS

REPRODUÇÃO: ALSON-KELEN | RADIONZ.CO.NZ

EDIÇÃO DE IMAGEM

LUIS PAULO SILVA
​Ilustração: Luppa Silva​Na minha formação como físico, da graduação ao doutorado, nunca me deparei com uma disciplina sobre metodologia científica, tema que é mais presente nas grades curriculares em outras áreas do conhecimento, como vim a descobrir bem mais tarde. Interessava-me, juntos com alguns outros colegas naquele longínquo século XX, por filosofia e história das ciências, mas passamos ao largo de qualquer manual de metodologia científica. Assim se alguém perguntasse naquela época o que era ciência, não teria uma resposta pronta (como ainda não tenho), mas poderia enunciar um conjunto de crenças, regras e práticas próprias daquilo que estava aprendendo e fazendo e que uma comunidade reconhecia como ciência, afinal meus artigos estavam sendo aceitos em revistas internacionais. E como isso que fazíamos (e continuamos a fazer) diferencia-se do que não era chamado de ciência? A demarcação da ciência frente a outras formas do conhecimento ocupou (e ocupa) um respeitável time de filósofos da ciência, entre eles, por exemplo, Imre Lakatos (1922-1974), que ainda aparecerá em uma nota nessa coluna.  Mas não é esse, pelo menos diretamente, o assunto desta coluna. No entanto, preciso mencionar que nos manuais de metodologia científica existe sim a preocupação de delimitar o conhecimento científico dos outros tipos de conhecimento: popular, religioso e filosófico; como descrito no capítulo três dos “Fundamentos de metodologia científica” de Marina de Andrade Marconi e Eva Maria Lakatos. Breves definições sobre esses tipos de conhecimento podem ser lidos aí [1], [2], portanto não vou me estender na descrição dessas caixas separadas, mas no que sempre me despertou maior curiosidade: a comunicação entre elas.
Os contatos entre ciência e religião vão, dependendo do representante de cada campo, da hostilidade declarada e beligerante ao diálogo respeitoso, que reconhece os dois territórios do conhecimento. Como exemplo desse último tipo de contato, temos o debate epistolar entre o semiólogo (entre outras coisas) Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Mantini, que ficou conhecido como “Em que creem os que não creem?” [3]. O diálogo é sobre Ética, mas Eco aborda diretamente a ciência em perguntas ao final de uma das suas cartas: “Qual é o estado atual do debate teológico a respeito, agora que a teologia não se mede já com a física aristotélica, a não ser, com as certezas (e as incertezas!) da ciência experimental moderna? Como bem sabe você, sob tais questões não subjaz, unicamente, uma reflexão sobre o problema do aborto, mas também, uma dramática série de problemas novíssimos, como a engenharia genética, por exemplo, ou a bioética, sobre a que hoje todos discutem, sejam crentes ou não. Qual é hoje a atitude do teólogo frente ao criacionismo clássico?” Mantini na carta resposta não aludiu diretamente a essas questões, mas começou a carta reafirmando: “Com toda razão recorda você, ao princípio de sua carta, o objetivo desta conversa epistolar. Trata-se de estabelecer um terreno de discussão comum entre laicos e católicos, confrontando também aqueles pontos nos quais não há consenso”.
Por outro lado, entre conhecimentos filosófico e científico o trânsito é bem mais intenso, ainda que um tanto assimétrico: o meu convívio acadêmico levou-me à percepção de que, em geral, os filósofos se interessam mais pela ciência do que os cientistas pela filosofia, o que é uma pena para estes últimos.
Não é, no entanto, as relações entre ciência e filosofia ou religião a questão central aqui, e sim a relação do conhecimento científico com o conhecimento popular, em particular os saberes tradicionais ou indígenas (indigenous knowledge). São muitas vezes saberes que correm risco de extinção junto com as línguas nas quais (ainda) são transmitidos, mas que, embora sejam “conhecimento não produzidos por meio de métodos de pesquisa tradicionais, podem ter valor científico” [4]. Para não cair na armadilha da mera abstração, seguem três breves exemplos.
O primeiro eu aprendi lendo o artigo citado logo acima, que menciona como algumas tribos na Indonésia escaparam do Tsunami de 2004 (incluindo aí alguns grupos de turistas ocidentais), graças aos conhecimentos tradicionais passados oralmente de geração em geração. Não foi um caso isolado, como o relatório “Indigenous Knowledge for Disaster Risk Reduction” [5] mostra em seus 18 estudos de caso. Esses exemplos, se por um lado reconhecem a importância do conhecimento tradicional, por outro lado tem um quê de objeto de estudo da ciência, ou seja, ainda uma assimetria, como nas outras relações.
O segundo exemplo é o dos parabotânicos na Amazônia, identificadores da biodiversidade da floresta, profissional cuja formação parte do conhecimento tradicional e que está em extinção [6]. Nesse caso o conhecimento tradicional não só é reconhecido, mas é estratégico para viabilizar a pesquisa em si e até para que esta tenha credibilidade na comunidade científica internacional.
O último exemplo eu costumo apresentar nas aulas de Física sobre ondas, é uma pesquisa sobre a navegação através da “leitura do formato das ondas” em torno das ilhas Marshall no oceano Pacífico. Na primeira década deste século, as autoridades locais, preocupadas em promover o turismo, buscaram um meio de fazê-lo a partir do conhecimento tradicional de navegação com mapas de treliças de madeira, indicando as ondas e seus formatos, e conchas, identificando as ilhas, que refletem e refratam essas ondas. O sistema é eficiente, pois permite a navegação precisa por centenas de quilômetros, mas esse conhecimento tradicional estava se perdendo, pois poucos nativos ainda o detinham e sem nenhum estímulo para preservá-lo. Como resgatá-lo? Através de pesquisa conjunta entre portadores desse conhecimento tradicional, antropólogos para traduzir esse conhecimento e oceanógrafos com seus modelos computacionais da dinâmica marítima para comparar as ondas do conhecimento tradicional com as ondas da ciência. Resultado duplo: preservação através da ciência ocidental de um conhecimento tradicional, que ajuda a melhorar os modelos computacionais dos oceanógrafos. O artigo “Wave Navigation in the Marshall Islands – Comparing Indigenous and Western Knowledge of the Ocean” [7] é também assinado por Korent Joel, um dos últimos navegadores tradicionais dessas ilhas da Micronésia. Uma rota mais simétrica entre diferentes tipos de conhecimento.


[1] Existem vários pdfs por aí, como por exemplo: https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india
[2] Uma curiosidade: Eva Maria dedica o livro a seu pai Tibor, mas um verbete na Wikipédia (acessado em 15/01/2017) assevera que “É filha do renomado Cientista húngaro e Teórico da Filosofia da Matemática Imre Lakatos”. Checar informações assim não deveria fazer parte apenas da ciência.
[3] https://ayrtonbecalle.files.wordpress.com/2015/07/eco-u-martini-c-m-em-que-creem-os-que-nc3a3o-creem-um-dic3a1logo-sobre-a-c3a9tica-no-fim-do-milc3aanio.pdf
[4] https://www.theatlantic.com/science/archive/2015/08/english-universal-language-science-research/400919/
[5] https://www.unisdr.org/we/inform/publications/3646
[6] http://g1.globo.com/pa/para/e-do-para/noticia/2015/09/trabalho-dos-parabotanicos-garante-pesquisas-cientificas-na-amazonia.html
[7] http://tos.org/oceanography/assets/docs/22-2_genz.pdf
FONTE: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/peter-schulz/quando-cientistas-nao-bastam-para-fazer-ciencia 
Postado por Professor Valdir Barros às 14:49 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

9ª Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação inicia no Hangar

Postado por Professor Valdir Barros às 08:48 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SHERLOCK - Como Ser Mais Atento!

Postado por Professor Valdir Barros às 15:18 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 31 de julho de 2018

Projeto Amanakatu da UFPA participa de premiação internacional

Postado por Professor Valdir Barros às 19:14 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Aluno trans da UFPA ganha destaque em sua defesa de TCC

Postado por Professor Valdir Barros às 19:04 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Conheça o aplicativo "Olha o ônibus" que informa a localização dos ônibu...

Postado por Professor Valdir Barros às 18:57 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

domingo, 29 de julho de 2018

O seu Pensamento Cria a sua Realidade - O PORQUÊ DAS COISAS



 Consulte também:

http://nous.life/livro/baixar-livro-a-biologia-da-crenca-bruce-h-lipton/

A Biologia da Crença

Autor: Bruce H. Lipton
Postado por Professor Valdir Barros às 12:18 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sexta-feira, 27 de julho de 2018

GRAFENO: O MATERIAL DO FUTURO

Postado por Professor Valdir Barros às 18:14 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quarta-feira, 25 de julho de 2018

(Breaking News) Lago gigante de água líquida em Marte

Postado por Professor Valdir Barros às 15:36 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

IX MOSTRA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA ESCOLA AÇAÍ e Mostra Científica Norte e Nordeste

A inscrição para a IX MOSTRA DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA ESCOLA AÇAÍ e Mostra Científica Norte e Nordeste é exclusivamente feita online, por este site: 
                                   http://mctea.com.br
Para inscrever-se você deve, preencha o formulário de inscrição abaixo. IMPORTANTE: fique atendo para a suas informações, precisam estápre corretas para poder validar a classificação e contato. sem
O Comitê de Revisão Científica-CRC do MCTEA fará análise e a seleção dos projetos aptos a participarem na Feira. A relação é publicada no site e estes projetos devem efetuar a complementação da inscrição para garantir a participação na feira.
A relação parcial de projetos estará disponível no site da MCTEA em 15 de setembro e a Lista Final de Projetos Selecionados em 05 de novembro de 2018.
Postado por Professor Valdir Barros às 08:56 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

quarta-feira, 18 de julho de 2018

A USP disponibilizou 27 cursos para fazer online e totalmente de graça.

A USP disponibilizou 27 cursos para fazer online e totalmente de graça.
Faça um curso e estimule seus filhos, cônjuges familiares, amigos , alunos e vizinhos a se aprimorarem também, vale a pena.
Façam o curso juntos! Envia a todos!
Deixa de lado a TV, o WhatsApp e o Facebook e venha aprender!
Seguem os cursos e links de cada um:
1. Física Básica
http://www.veduca.com.br/cursos/gratuitos/fisica-basica
2.Gestão de Projetos
http://www.veduca.com.br/assistir/gestao-de-projetos
3.Engenharia Econômica
http://www.veduca.com.br/assistir/engenharia-economica
4.Princípios de Sustentabilidade e Tecnologias Portadoras de Inovação
http://www.veduca.com.br/…/principios-de-sustentabilidade-e…
5.Gestão do Desenvolvimento de Produtos e Serviços
http://www.veduca.com.br/…/gestao-do-desenvolvimento-de-pro…
6.Liderança, Gestão de Pessoas e do Conhecimento para Inovação
http://www.veduca.com.br/…/lideranca-gestao-de-pessoas-e-do…
7.Gestão da Inovação
http://www.veduca.com.br/assistir/gestao-da-inovacao
8.Medicina do Sono
http://www.veduca.com.br/assistir/medicina-do-sono
9.Oceanografia - Sistema Bentônico
http://www.veduca.com.br/ass…/oceanografia-sistema-bentonico
10.Eletromagnetismo
http://www.veduca.com.br/assistir/eletromagnetismo
11.Probabilidade & Estatística
http://www.veduca.com.br/assist…/probabilidade-e-estatistica
12.Sistemas Terra
http://www.veduca.com.br/assistir/sistemas-terra
13.Produção mais Limpa (P+L) e Ecologia Industrial
http://www.veduca.com.br/…/producao-mais-limpa-pl-e-ecologi…
14.Instrumentos de Política e Sistemas de Gestão Ambiental
http://www.veduca.com.br/…/instrumentos-de-politica-e-siste…
15.Fundamentos de Administração
http://www.veduca.com.br/assis…/fundamentos-de-administracao
16. Visões do Brasil, Século XIX
http://www.veduca.com.br/assist…/visoes-do-brasil-seculo-xix
17.Escrita Científica: Produção de Artigos de Alto Impacto
http://www.veduca.com.br/…/escrita-cientifica-producao-de-a…
18.Escrita Científica
http://www.veduca.com.br/cursos/gratuitos/escrita-cientifica
19.Tópicos de Epistemologia e Didática
http://www.veduca.com.br/…/topicos-de-epistemologia-e-didat…
20.Atualidade de Sérgio Buarque de Holanda
http://www.veduca.com.br/…/atualidade-de-sergio-buarque-de-…
21.Economia Monetária - Moeda e Bancos
http://www.veduca.com.br/…/economia-monetaria-moeda-e-bancos
22.Empirismo e Pragmatismo Contemporâneos
http://www.veduca.com.br/…/empirismo-e-pragmatismo-contempo…
23.Filosofia e Intuição Poética na Modernidade
http://www.veduca.com.br/…/filosofia-e-intuicao-poetica-na-…
24.Ciência Política: Qualidade da Democracia
http://www.veduca.com.br/…/ciencia-politica-qualidade-da-de…
25.História do Brasil Colonial II
http://www.veduca.com.br/ass…/historia-do-brasil-colonial-ii
26.Enunciação
http://www.veduca.com.br/assistir/enunciacao
27. Librasjj
http://www.veduca.com.br/cursos/gratuitos/libras
Envia para seus melhores amigos e professores!…
Postado por Professor Valdir Barros às 09:12 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

REPASSANDO - SEDUC_PARÁ E A FEBRACE 2019


Seduc Pará@SeducPara
FONTE: http://www.seduc.pa.gov.br/site/seduc
A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia - FEBRACE acontecerá de 19 a 21 de março de 2019, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, o cadastro inicial de relatórios de projetos pode ser enviado até 31 de agosto de 2018. http://bit.ly/2IxfplT  👓💡
View image on Twitter


Postado por Professor Valdir Barros às 09:05 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 17 de julho de 2018

A pesquisa por informação e suas diversificadas maneiras por meio do site Google

Conteúdo entre aspas: o comando “entre aspas” efetua a busca pela ocorrência exata de tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma forma.
Sinal de subtração: este comando procura todas as ocorrências que você procurar, exceto as que estejam após o sinal de subtração. É chamado de filtro (ex: baixaki -download)
OR (ou): OR serve para fazer uma pesquisa alternativa. No caso de “Carro (vermelho OR verde)” (sem as aspas), Google irá procurar Carro vermelho e Carro verde. É necessário usar os parênteses e OR em letra maiúscula.
Asterisco coringa: utilizar o asterisco entre aspas o torna um coringa. (ex: café * leite: Google buscará ocorrências de café + qualquer palavra + leite.
Define: comando para procurar definições de qualquer coisa na internet (define:abacate).
Info: info serve para mostrar as informações que o Google tem sobre algum site (info:www.eujafui.com.br).
Palavra-chave + site: procura certa palavra dentro de um site específico (download site:www.baixaki.com.br).
Link: procura links externos para o site especificado (ex: link:www.blogaki.com.br).
Intitle: restringe os termos da busca aos títulos dos sites (ex: intitle:eu ja fui).
Allinurl: restringe os termos da busca às URL dos sites (ex: allinurl:cachorro).
Filetype: serve para procurar ocorrências algum formato de arquivo específico (ex: “arvore azul:pdf”).
Time: pesquisa o horário das principais cidades do mundo (ex: time:new york).
Weather: pesquisa a previsão do tempo para as principais cidades do mundo (ex: weather:tokyo).
Calculadora: serve para efetuar contas matemáticas com o Google (ex: 10 / 2).
Conversão de moedas: serve para comparar o atual valor de duas moedas (ex: 7 dollar in real).
Conversão de temperatura: converte temperatura em Celsius para Fahreinheit (ex: 140 C in F).
Conversão de distâncias: utilizada para ver a correspondente distância em diferentes medidas (ex: 100 miles in kilometers).
Conversão de velocidade: comando para converter medidas de velocidade (ex: 48 kph to mph).
Find a business: procure lojas ou restaurantes em certa cidade. (não disponível para o Brasil) (ex: shopping, Chicago).
Movie: comando para procurar por títulos de filmes (ex: movie: Batman).
Director: o comando director serve para descobrir o nome de um diretor de certo filme (ex: director braveheart).

Postado por Professor Valdir Barros às 14:43 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sábado, 16 de junho de 2018

Conheça 10 equações que mudaram o mundo

Postado por Professor Valdir Barros às 10:47 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Como funciona TV de tubo, LCD, Plasma, LED e OLED

Postado por Professor Valdir Barros às 10:36 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

�� 6 CELULARES DO FUTURO QUE VOCÊ ADORARIA TER!!

Postado por Professor Valdir Barros às 09:38 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

TECLADOS MECÂNICOS COM LOOK RETRÔ!

Postado por Professor Valdir Barros às 09:26 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

O NOTEBOOK DO FUTURO: ASUS PRECOG!

Postado por Professor Valdir Barros às 09:15 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

terça-feira, 22 de maio de 2018

Lixo Eletrônico - Parte 1

Postado por Professor Valdir Barros às 07:36 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Lixo Eletrônico - Parte 2

Postado por Professor Valdir Barros às 07:35 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Lixo Eletrônico - Parte 3

Postado por Professor Valdir Barros às 07:34 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Lixo Eletrônico - Parte 4

Postado por Professor Valdir Barros às 07:33 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

sexta-feira, 20 de abril de 2018

INICIAÇÃO CIENTÍFICA: ATENÇÃO NERDS

  • Conheça
  • >
  • Projetos
  • >
  • Metodologia científica

  • Compartilhe:

http://febrace.org.br/
A Metodologia Científica considera os seguintes aspectos:

Enunciar o problema ou afirmação

  • Qual é seu objetivo?
  • Qual é a ideia que você está tentando testar?
  • Qual é a pergunta científica que você está tentando responder?

  • Pense como seu projeto pode demonstrar seu propósito ou objetivo.
  • Faça uma previsão dos resultados do experimento.
  • Liste os resultados previstos em termos mensuráveis.

  • Explique com detalhe como seu experimento será executado e como ele vai testar sua hipótese.
  • Identifique as variáveis (elementos do experimento que mudam para testar a hipótese) e os controles (elementos do experimento que não mudam).
  • Especifique como as medidas dos resultados vão provar ou refutar sua hipótese.
  • Este procedimento deve ser como uma receita: uma outra pessoa deve poder executar o experimento seguindo o procedimento. Teste com um amigo ou parente para verificar que o procedimento está claro e completo.

  • Liste os materiais e os equipamentos que serão utilizados.
  • Esta lista deve incluir todos os equipamentos necessários para o procedimento.

  • Registre sempre no Diário de Bordo do Projeto todas as observações, os dados e resultados. Estes podem ser medidas ou anotações sobre seu experimento.
  • Fotografe se possível os resultados de seu projeto ou as fases do mesmo. Isto pode ajudar a análise ou a apresentação da pesquisa no relatório.

  • Explique suas observações, dados e resultados.
  • Liste os pontos principais que você aprendeu.
  • Por que você obteve estes resultados? O que seu experimento provou?
  • Sua hipótese estava correta? Seu experimento provou ou refutou sua hipótese? Explique em detalhes.

  • Responda ao problema ou à afirmação elaborada.
  • Qual é o valor de seu projeto?
  • Dados os resultados de seu experimento, qual seria a próxima pesquisa a ser desenvolvida? Qual seria a próxima pergunta a ser feita?
  • Se você tivesse que refazer a pesquisa, o que você mudaria? 
  • FONTE: http://febrace.org.br/projetos/metodologia-cientifica/#.WtpkeNTwbIU 
Postado por Professor Valdir Barros às 15:10 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Postagens (Atom)

Seguidores

Seja bem vindo ao Blog do Prof. Valdir Barros

Esta é página virtualizada para manter atividades pedagógicas em Educação em Ciências/Biologia direcionadas aos estudantes de Escolas Estaduais da Secretaria de Educação do Pará (SEDUC-Pa). É, igualmente, meio comunicacional e interacional relacionado aos assuntos, temas e conteúdos vinculados aos pesquisadores e simpatizantes da Cultura em Ciências nas suas várias vertentes.














Veja o que você pode pesquisar este blog

Páginas

  • Início

Quem sou eu

Professor Valdir Barros
Ver meu perfil completo

Arquivo do blog

  • 19/02/23 - 26/02/23 (1)
  • 31/01/21 - 07/02/21 (1)
  • 15/11/20 - 22/11/20 (1)
  • 25/10/20 - 01/11/20 (1)
  • 13/09/20 - 20/09/20 (1)
  • 26/07/20 - 02/08/20 (1)
  • 07/06/20 - 14/06/20 (3)
  • 31/05/20 - 07/06/20 (1)
  • 24/05/20 - 31/05/20 (3)
  • 12/04/20 - 19/04/20 (1)
  • 09/02/20 - 16/02/20 (3)
  • 02/02/20 - 09/02/20 (1)
  • 26/01/20 - 02/02/20 (3)
  • 19/01/20 - 26/01/20 (3)
  • 12/01/20 - 19/01/20 (3)
  • 29/12/19 - 05/01/20 (2)
  • 15/12/19 - 22/12/19 (1)
  • 01/12/19 - 08/12/19 (2)
  • 17/11/19 - 24/11/19 (2)
  • 03/11/19 - 10/11/19 (2)
  • 20/10/19 - 27/10/19 (2)
  • 06/10/19 - 13/10/19 (2)
  • 15/09/19 - 22/09/19 (1)
  • 08/09/19 - 15/09/19 (2)
  • 01/09/19 - 08/09/19 (3)
  • 18/08/19 - 25/08/19 (1)
  • 11/08/19 - 18/08/19 (1)
  • 04/08/19 - 11/08/19 (1)
  • 28/07/19 - 04/08/19 (1)
  • 21/07/19 - 28/07/19 (1)
  • 07/07/19 - 14/07/19 (3)
  • 16/06/19 - 23/06/19 (4)
  • 09/06/19 - 16/06/19 (4)
  • 17/03/19 - 24/03/19 (1)
  • 03/03/19 - 10/03/19 (1)
  • 24/02/19 - 03/03/19 (1)
  • 17/02/19 - 24/02/19 (3)
  • 20/01/19 - 27/01/19 (3)
  • 16/12/18 - 23/12/18 (1)
  • 25/11/18 - 02/12/18 (1)
  • 11/11/18 - 18/11/18 (1)
  • 21/10/18 - 28/10/18 (2)
  • 05/08/18 - 12/08/18 (9)
  • 29/07/18 - 05/08/18 (5)
  • 22/07/18 - 29/07/18 (3)
  • 15/07/18 - 22/07/18 (3)
  • 10/06/18 - 17/06/18 (5)
  • 20/05/18 - 27/05/18 (4)
  • 15/04/18 - 22/04/18 (2)
  • 08/04/18 - 15/04/18 (1)
  • 25/03/18 - 01/04/18 (3)
  • 11/03/18 - 18/03/18 (1)
  • 18/02/18 - 25/02/18 (5)
  • 03/07/16 - 10/07/16 (1)
  • 09/11/14 - 16/11/14 (5)
  • 04/05/14 - 11/05/14 (3)
  • 16/02/14 - 23/02/14 (4)
  • 26/01/14 - 02/02/14 (3)
  • 19/01/14 - 26/01/14 (1)
  • 12/01/14 - 19/01/14 (1)
  • 29/09/13 - 06/10/13 (1)
  • 09/06/13 - 16/06/13 (1)
  • 14/04/13 - 21/04/13 (2)
  • 31/03/13 - 07/04/13 (6)
  • 10/03/13 - 17/03/13 (1)
  • 17/02/13 - 24/02/13 (7)
  • 20/01/13 - 27/01/13 (1)
  • 30/12/12 - 06/01/13 (1)
  • 11/11/12 - 18/11/12 (1)
  • 04/11/12 - 11/11/12 (4)
  • 28/10/12 - 04/11/12 (1)
  • 21/10/12 - 28/10/12 (3)
  • 14/10/12 - 21/10/12 (5)
  • 07/10/12 - 14/10/12 (11)
  • 23/09/12 - 30/09/12 (1)
  • 16/09/12 - 23/09/12 (7)
  • 09/09/12 - 16/09/12 (1)
  • 02/09/12 - 09/09/12 (2)
  • 26/08/12 - 02/09/12 (8)
  • 19/08/12 - 26/08/12 (2)
  • 12/08/12 - 19/08/12 (13)
  • 05/08/12 - 12/08/12 (3)
  • 08/07/12 - 15/07/12 (6)
  • 08/04/12 - 15/04/12 (4)
  • 25/03/12 - 01/04/12 (2)
  • 13/02/11 - 20/02/11 (1)
  • 22/08/10 - 29/08/10 (2)
  • 14/03/10 - 21/03/10 (1)
  • 20/09/09 - 27/09/09 (1)
  • 16/08/09 - 23/08/09 (1)
  • 14/06/09 - 21/06/09 (1)
  • 17/05/09 - 24/05/09 (4)
  • 03/05/09 - 10/05/09 (4)
  • 19/04/09 - 26/04/09 (1)
  • 12/04/09 - 19/04/09 (2)
  • 05/04/09 - 12/04/09 (1)
  • 29/03/09 - 05/04/09 (1)
  • 22/03/09 - 29/03/09 (6)
  • 15/03/09 - 22/03/09 (3)
Tema Simples. Imagens de tema por luoman. Tecnologia do Blogger.