sexta-feira, 12 de outubro de 2012


REPASSANDO: MAIS INFORMAÇÕES VER:


4º CONGRESSO BRASILEIRO DE ETNOMATEMÁTICA NO IEMCI/UFPA
TEMA - CULTURA, EDUCAÇÃO, MATEMÁTICA E ESCOLA
13 a 17 de novembro de 2012

Veja os Convidados


 Alexandrina Monteiro

Possui graduação em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas(1989), Mestrado em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1992) e Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Atualmente é Professora Titular da Universidade São Francisco. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Estudos Curriculares, Estudos Culturais, Linguagem e Práticas Sociais. Atua principalmente nos seguintes temas: Currículo, Etnomatemática, Educação de Jovens e Adultos, Modelagem Matemática, Formação de Professores, Educação Escolarizada.

 Antônio Joaquim Severino

Professor aposentado de Filosofia da Educação na Faculdade de Educação da USP, na categoria de Professor Titular, MS-6. Licenciou-se em Filosofia na Universidade Católica de Louvain, Bélgica, em 1964. Na PUCSP, apresentou seu doutorado, defendendo  tese sobre o personalismo de Emmamuel Mounier, em 1972. Prestou concurso de Livre Docência em Filosofia da Educação, na Universidade de São Paulo, em 2000. Em 2003, prestou concurso de titularidade. Atualmente participa do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho, de São Paulo (Uninove). Dentre suas publicações, destacam-se Metodologia do trabalho científico (Cortez, 1975; 21. ed. 2000);  Educação, ideologia e contra-ideologia. (EPU, 1986); Métodos de estudo para o 2o. Grau (Cortez, 1987; 5. ed. 1996); A filosofia no Brasil (ANPOF, 1990);  Filosofia (Cortez, 1992; 5. ed. 1999); Filosofia da Educação (FTD, 1995; 2. ed. 1998); A filosofia contemporânea no Brasil: conhecimento, política e educação (Vozes, 1999), Educação, sujeito e história (Olho d´Água, 2002) e vários artigos sobre temas de filosofia da educação. Seus estudos e pesquisas atuais situam-se no âmbito da filosofia e da filosofia da educação, com destaque para as questões relacionadas com a epistemologia da educação e para as temáticas concernentes à educação brasileira e ao pensamento filosófico e sua expressão na cultura brasileira.  

 Cristiane Coppe Oliveira

Possui graduação em Matemática pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1996), mestrado em Educação Matemática pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2007). Atualmente é Professor Adjunto II da Universidade Federal de Uberlândia - UFU. É líder do Núcleo de Pesquisas e Estudos em Educação Matemática - NUPEm e coordenadora científica do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros - NEAB/UFU, nos quais desenvolve projetos relacionados à História da Educação Matemática Brasileira e Etnomatemática, enfatizando a pessoa e obra de Júlio César de Mello e Souza - Malba Tahan (1885-1975) e os discursos que se estabelecem em suas obras raras. Em uma perspectiva cultural investiga a importância da inserção da história e cultura africana e afrobrasileira no currículo em Matemática, por meio da implementação da Lei 10639/03 e as possibilidades de rompimento com o racismo científico que se estabelece em ideias eurocêntricas. Participa ainda como membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Etnomatemática da Universidade de São Paulo -GEPEm e do Grupo de Pesquisas e Estudos em Cultura Popular da Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia - GEPECPOP. Na vertente extensionista desenvolve vários projetos, sendo coordenadora da Área Relações Etnicorraciais do Projeto Rede Nacional de Formação de Professores da Educação Básica - MEC; participa como formadora do Projeto A Cor da Cultura promovido pela Fundação Roberto Marinho, TV Futura, SEPPIR, MEC e Petrobrás. Na vertente do ensino superior é vice-coordenadora do Projeto de Formação Inicial em História e Cultura Africana e Afrobrasileira promovido pelo NEAB/UFU em parceria com a PROGRAD/UFU, ministrando módulo referente à Etnomatemática. Atua com disciplinas da Educação Matemática nos cursos de Matemática e Pedagogia da Faculdade de Ciências Integradas do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia - FACIP/UFU.
Eduardo Sebastiani Ferreira

Possui graduação em Bacharel em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1962), mestrado em Matemática pela Universidade de Brasília (1965), doutorado em Doctorat de Troisiemme Cycle pela Université Joseph Fourier - Grenoble I (1970), pós-doutorado pela Université Joseph Fourier - Grenoble I (1976) e pós-doutorado pela Michigan State University (1989). Foi Professor da Universidade de Campinas, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho” – Rio Claro, Universidade Federal do Ouro Preto e Universidade de Santa Úrsula no Rio de Janeiro. Atuante pesquisador em Etnomatemática desde a década de 80. Foi responsável pela organização internacional e local do 2º Congresso Internacional de Etnomatemática, promovido pelo Internacional Study Group on Ethnomathematics, ocorrido no Brasil em 2002. Considerado no meio acadêmico mundial como um dos precursores da pesquisa em Etnomatemática.
 Ieda Maria Gongo

Possui graduação em Matemática pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1991), Especialização em Ensino de Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1995), Mestrado em Educação (2001) e Doutorado em Educação (2008) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Atualmente é professora vinculada à Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Sul e ao Centro Universitário Univates de Lajeado, RS. Também atua, como membro docente permanente, no Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Exatas da UNIVATES. Tem experiência na área de Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: etnomatemática, trabalho, calculadora, matemática oral e educação matemática.
 Iran Abreu Mendes

Possui graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal do Pará (1983), graduação em Licenciatura em Ciências pela Universidade Federal do Pará (1983), Mestrado (1997) e Doutorado em Educação (2001) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1997) e Pós-doutorado em Educação Matemática pela UNESP/Rio Claro (2008). Atualmente é professor Adjunto I da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, atuando no Programa de Pós-Graduação em Educação e no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais e Matemática. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em História e Pedagogia da Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: história da matemática, educação matemática, ensino de matemática, história da matemática em sala de aula e etnomatemática.
 Isabel cristina Rodrigues de Lucena

Professora Adjunta da Universidade Federal do Pará. É licenciada em Matemática pela Universidade do Estado do Pará (1993). Possui cursos de mestrado e doutorado em Educação - área de concentração Educação Matemática - pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2002 e 2005). Atua no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas e no curso de Licenciatura em Matemática da UFPA. Desempenha atividades de pesquisa e extensão na área da Educação Matemática. Os principais temas enfocados nos projetos os quais coordena ou participa são: etnomatemática, cultura amazônica, processos de ensino e aprendizagem de matemática na Educação Básica e formação de professores que ensinam matemática.
 Jane Felipe Beltrão

Graduação em História pela Universidade Federal do Pará (1973). Mestre em Antropologia pela Universidade de Brasília (1979) e Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas (1999). Exerce, como Professor Associado, atividades junto a Universidade Federal do Pará no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas com atuação nos Programas de Pós-Graduação em Antropologia e em Direito. Atua nas áreas de Antropologia, Direito e Saúde dentro de perspectiva interdisciplinar. Coordena projetos de pesquisa com faces interdisciplinares com ênfase nas áreas de Antropologia, História e Direito entre povos tradicionais indígenas e não-indígenas dialogando a partir da educação, da saúde e dos direitos diferenciados, com os necessários recortes de gênero e etnicidade, de educação e cidadania, e particularmente de direitos humanos e étnicos.
 José Ricardo e Souza Mafra

Possui Graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade do Estado do Pará (1999), Mestrado (2003) e Doutorado (2006) em Educação, área de concentração em Educação Matemática, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente é Professor Adjunto da Fundação Universidade Federal do Tocantins. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Metodologia do Ensino de Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: educação matemática, etnomatemática e estágios supervisionados em matemática.
 Júlio Roberto Groppa Aquino

Livre-docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, com mestrado e doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, bem como pós-doutorado pela Universidade de Barcelona. Pesquisador do CNPq. Vem desenvolvendo trabalhos de pesquisa voltados à apropriação do pensamento foucaultiano na pesquisa educacional brasileira, bem como aos processos de governamentalização em curso na atualidade educacional, especialmente aqueles em torno das práticas de escrita.
 Lawrence Shirley

Mestre em Educação Comparada e Internacional em Illinois, Doutor em Educação Matemática pela Ahmadu Bello University (Nigéria). Natural do Arizona. É um educador matemático com interesse na história e cultura da matemática e etnomatemática. Foi professor por quinze anos de Educação Matemática e foi chefe da Seção de Educação Matemática na Ahmadu Bello University na Nigéria. Desde 1989 está na Towson University, mas já havia atuado como Vice-Presidente e Presidente Adjunto do Departamento de Matemática. Foi presidente do Gupo de Estudos Norte-americano de Etnomatemática e organizador da IV Conferência Internacional de Etnomatemática, em 2010. 
 Lucélida de Fátima Maia da Costa

Mestre em Estudos Amazônicos (2009) pela Universidade Nacional da Colômbia. Possui Especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior (2002) pela Faculdade de Educação de Cacoal e em Tecnologia Educacional (2004) pela Universidade Federal do Amazonas. Graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade Federal do Amazonas (2001). Atualmente é professora da Universidade do Estado do Amazonas-UEA. Tem experiência na área de Ensino de Matemática, com ênfase em Didática e Metodologia do Ensino de Matemática. Atuando principalmente nos seguintes temas: Etnomatemática e Formação de professores.
 Luis Carlos Arboleda

Graduação em Licenciatura em Matemática e Física pela Universidad del Valle (1968) e Licenciatura em Matemática pela Universidade de Santiago de Cali (1970). Especialização em Lógica e Epistemologia da Ciência pelo Instituto de História das Ciências da Academia de Ciências, em Varsóvia (1976). Doutorado e Mestrado (DEA) em História das Culturas, os Saberes e a Educação na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris (1980). Pós-doutorado em História Social da Ciência no Centro de Estudos Históricos, CSIC-Madrid. Professor e pesquisador do Instituto de Educação e Pedagogia da Universidad del Valle. Membro dos Grupos de História da Matemática,  de Educação Matemática e de Nação, Cultura e Memória da Universidad del Valle. Principais linhas de pesquisa e ensino: História e Filosofia da Matemática; História da Matemática de Professores de Professores; Matemática, Cultura e Educação na Colômbia; Etnomatemática.
 Maria Cecilia de Castello Branco Fantinato

Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1980), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1987) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2003), incluindo a realização de Doutorado Sanduiche na Rutgers University (NJ, USA), em 2001. Atualmente é Professor Adjunto IV da Universidade Federal Fluminense, atuando na Faculdade de Educação, no curso de Pedagogia e na Pós-Graduação Stricto Sensu, e também na Especialização do Instituto de Matemática. É líder do NEPEM-UFF, grupo de pesquisa do CNPq, coordenando o Grupo de Etnomatemática da UFF. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino e Aprendizagem de Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: etnomatemática, educação matemática, educação matemática de jovens e adultos, formação contínua do educador e pesquisa etnográfica.
 Maria da Conceição Xavier de Almeida

Possui graduação em Sociologia e Política pela Fundação Jose Augusto (1972), mestrado (1979) e doutorado (1992) em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, coortdenadora do Grupo de Estudos da Complexidade (GRECOM). colaboradora e consultora da Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, membro da catedra itinerante. Unesco "Edgar Morin" - Universidad Del Salvador/Instituto Internacional para o Pensamento Complexo. Consultora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Membro da Associação Internacional para o Pensamento Complexo e membro do comitê científico internacional - Universidad de Valladolid. Membro do conselho editorial das revistas: Famecos - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Cronos - Programa de Pós-Graduaçao em Ciencias Sociais- UFRN; Educação em questão - PPGEd/UFRN. Tem experiência na área de antropologia e complexidade, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: complexidade, educação, cultura, ciência e conhecimento.
 Maria do Carmo Santos Domite

Bacharelado e Licenciatura em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1969), mestrado em Master of Arts In Mathematics Education - University of Georgia (1984) e doutorado em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1993). Atualmente é Professora Associada da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Atua na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, nas linhas de pesquisa: formulação de problemas, etnomatemática e formação de professores e educação indígena. Coordena, desde 1998, junto com o Prof. Ubiratan D'Ambrosio, o Grupo de Estudos e Pesquisa em Etnomatemática-GEPEm, sediado na FE-USP. Desde 2001vem trabalhando junto à formação dos professores indígenas do Estado de São Paulo (Guarani, Tupi, Kaingang, Terena e Krenak), coordenando o Curso de Magistério Indígena (2001-2003) e o Curso de Formação Intercultural Indígena (2005-2008).
 Milton Rosa

Possui graduação em Ciências com Especialização em Matemática pela Faculdade de Ciências e Letras Plinio Augusto do Amaral (1983), graduação em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Plinio Augusto do Amaral (1993), Especialização em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1999), Mestrado em Educação, Currículo e Instrução pela California State University, Sacramento (2000)  e Doutorado em Educação, Liderança Educacional pela California State University, em Sacramento (2010). Atualmente é Professor Adjunto I do Centro de Educação a Distância (CEAD) na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). No CEAD, exerce a função do Curso de Licenciatura em Pedagogia. Foi Professor Titular de Matemática na Encina Preparatory High School de 1999 a 2011, foi membro do National Evaluation System (NES) e colaborador do Educational Testing System (ETS) para matemática e espanhol. É parecerista, entre outros,.dos seguintes periodicos: Journal of Mathematics and Culture, IJREE, TODOS TEEM Journal, Acta Scintae, Educational Research, The Mathematics Teacher, Journal Of Transformative Leadership and Policy Studies, International Journal of Piece and Development, International Journal of English and Literature. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação, atuando principalmente nas seguintes áreas: matemática, etnomatemática, currículo, modelagem matemática, etnomodelagem, história da matemática e liderança educacional.
 Ole Skovsmose

Professor Emérito Associado da Aalborg University (Dinamarca), Departamento de Educação, Aprendizagem e Filosofia. Possui Doutorado em Mathematics Education pela Royal Danish School of Educational Studies (1982). Tem experiência na área da Educação Matemática, atuando principalmente com Educação Matemática Crítica, investigando temas importantes para esta área, como o que ele mesmo chama de Matemática em Ação.
 Osvaldo dos Santos Barros

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade do Estado do Pará (1998), Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (2004) e Doutorado em Educação, na linha Educação Matemática, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2010). Atua como professor adjunto do Departamento de Matemática do Campus de Cametá, da Universidade Federal do Pará - UFPA, ministrando disciplinas pedagógicas relacionadas ao ensino e aprendizagem da Matemática. Desenvolve pesquisas nas áreas de: Etnomatemática, Etnoastronomia, História da Matemática e Ensino de Matemática. Participa de produções artísticas na área do teatro e exposições didáticas.
 Roger Miarka

Possui Bacharelado e Licenciatura em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (2003), Mestrado (2008) e Doutorado (2011) em Educação Matemática pela UNESP de Rio Claro. Pesquisa em Educação Matemática com ênfase em Etnomatemática e Filosofia da Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: Concepções de Mundo e de Conhecimento, Relações entre Fenomenologia e Educação Matemática, e Fundamentações Metodológicas e Filosóficas para a Etnomatemática. Atualmente é Professor Assistente Doutor na Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro.
 Rogério Ferreira

Possui pós-doutorado em Educação (2009) e doutorado em Educação (2005) pela Universidade de São Paulo, mestrado em Matemática (1995) e graduação em Matemática (1991) pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Atualmente é Professor Adjunto III da UFG atuando no Instituto de Matemática e Estatística, no Programa de Mestrado em Educação em Ciências e Matemática e na Licenciatura Intercultural Indígena. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: etnomatemática, educação escolar indígena, tecnologia educacional, jogos estratégicos, filosofia do conhecimento e cultura.
 Samuel Edmundo Lopez Bello

Possui licenciatura em Matemática (1990). Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Paraná (1995) e Doutorado em Educação: Educação Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (2000). Atualmente é Professor Associado I da Universidade Federal do Rio Grande do Sul- DEC/FACED. Tem experiência na área de Educação Matemática, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: Currículo, Ensino de Matemática, Etnomatemática, Prática Pedagógica: Linguagens e Subjetivações.
 Wanderléya Nara Gonçalves Costa

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal de Goiás (1988), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1997) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2007). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso e tutora do Programa de Educação Tutorial (PET) - Matemática Interdisciplinar. Pelo segundo ano consecutivo, coordena projeto/programa de extensão financiado pelo ProExt/MEC/SESU. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, etnomatematica, ensino de matemática e diferentes mídias, história da matemática.
 Wilma de Nazaré Baia Coelho

Graduada em Pedagogia pela Universidade da Amazônia (1987), Especialista em Educação e Problemas Regionais pela Universidade Federal do Pará (1995), Mestre em Gestão e Ensino Superior pela Universidade da Amazônia (2000) e Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2005). Professor Adjunto IV da Universidade Federal do Pará (UFPA) e, atualmente, atua na condição de docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPA (PPGED) e do Programa de Pós-graduação em História Social da Amazônia da UFPA (PPHIST); Membro de diversas sociedades científicas. Forma e orienta novos profissionais nos campos da Educação, História da Educação, Formação de Professores, Educação e Relações Raciais. Coordena projetos de pesquisa em diálogo com áreas afins à Educação. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação de Professores, Praxiologia de Pierre Bourdieu no contexto educacional e História da Educação. Atua, principalmente, nos seguintes temas: Formação de Professores, Relações Étnico-Raciais na Escola, História da Educação, Ensino de História, Legislação Educacional, História do Pensamento Educacional Brasileiro. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre o consumo de músicas entre jovens de escolas paraenses. Coordena o NEAB\UFPA Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Formação de Professores e Relações Étnico-Raciais (GERA/UFPA).
 Ubiratan D'Ambrósio

Doutor em Matemática, Teórico da Educação Matemática e um dos pioneiros no estudo da Etnomatemática. É Professor Emérito de Matemática da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é Professor do Programa Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Bandeirante de São Paulo. Professor credenciado no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo; professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Rio Claro); e professor visitante no Programa Sênior da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Lecionou no Programa de Pós-Graduação em História da Ciência da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).  Em 2001, ganhou da Comissão Internacional de História da Matemática a medalha Kenneth O'May por importantes contribuições na área de História da Matemática. Em 2005 foi ganhador a medalha Felix Klein, da Comissão Internacional de Instrução Matemática, pelo reconhecimento de suas contribuições no campo da educação matemática. Seu nome figura como signatário de importantes documentos no mundo da ciência, como a Declaração de Veneza de 1986 e Carta da Transdisciplinaridade de 1994. Junto com Edgar Morin e Bassarab Nicolescu fundou o Centre International de Recherches et Études Transdisciplinaires (CIRET).


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Francês e americano ganham Nobel de Física de 2012



09/10/2012 07h05 - Atualizado em 09/10/2012 18h53

Francês e americano ganham Nobel de Física de 2012


Eles desenvolveram 'métodos de manipulação de sistemas quânticos'.

Anúncio aconteceu nesta terça-feira (9), na Suécia.

O Prêmio Nobel de Física de 2012 foi oferecido nesta terça-feira (9) ao francês Serge Haroche e ao americano David J. Wineland, ambos de 68 anos, por seus trabalhos com "inovadores métodos experimentais que permitem medição e manipulação de sistemas quânticos individuais".
Eles desenvolveram formas de medir partículas quânticas (de escala minúscula) sem destruí-las, algo que antes parecia inatingível. Os premiados foram escolhidos pela Academia Real de Ciências da Suécia, que concedeu a eles um prêmio de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).
"Eles abriram a porta para uma nova era de experimentação em física quântica", declarou a Academia Real em nota.
Serge Haroche (direita) e David J. Wineland (Foto: Colllège de France e NIST/Divulgação)Serge Haroche (esquerda) e David J. Wineland (Foto: Colllège de France e NIST/Divulgação)

Inscrições prorrogadas para o programa de bolsas de estudo de Doutorado Pleno nos EUA

REASSANDO: A PARTIR DE
http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=6672


Inscrições prorrogadas para o programa de bolsas de estudo de Doutorado Pleno nos EUA

Estão abertas as inscrições para as bolsas de estudo de Doutorado Pleno nos Estados Unidos, do Programa Ciências Sem Fronteiras, no âmbito do acordo firmado pela CAPES e pelo CNPq com a Academic and Professional Programs for the Americas (Laspau). Os candidatos devem fazer as suas inscrições até o dia 28 de outubro, na Laspau, que, por sua vez, entrará em contato com as universidades americanas. A seleção final dos bolsistas será feita pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para se inscrever, clique aqui.
A bolsa do Doutorado Pleno tem a duração de até 48 meses. O auxílio concedido compreende recurso para a aquisição de passagens, bolsa de estudos, auxílio instalação e seguro saúde. A meta do Programa é de conceder 9.720 bolsas, até o ano de 2015. Para conferir os benefícios na tabela de valores da bolsa, clique aqui.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Emmanuel Tourinho, explica que, neste programa, os alunos fazem o doutorado completo no exterior, diferente do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, da Capes, no qual os alunos passam apenas uma temporada de estudos em outros países. O professor Tourinho afirma que “fazendo este curso de Doutorado Pleno nos Estados Unidos, o aluno tem a oportunidade de interagir com os melhores grupos de pesquisa estrangeiros e pode também contribuir para a cooperação com os de grupos de pesquisa da UFPA. O Doutorado torna-se um canal a mais para promover a cooperação entre as instituições brasileiras e as estrangeiras.”
Requisitos – Os candidatos devem ser brasileiros ou estrangeiros com visto permanente no Brasil; devem possuir diploma de bacharelado ou de mestrado; ter proficiência do idioma inglês, com resultado mínimo de 500 pontos na modalidade Paper Based Test ou 79-80 pontos na modalidade Internet Based Test of English as a Foreign Language (TOEFL) ou, no mínimo, 6 pontos do International English Language Test (IELTS). Os candidatos devem prestar o exameGraduate Record Examinations (GRE) e o exame TOEFL ou IELTS até o dia 28 de outubro, enviando a pontuação não oficial para o e-mail laspau-brasil-csf@havard.edu.
Devem, também, solicitar que o Educational Testing Service (ETC) envie os resultados oficiais do TOEFL e do GRE para a LASPAU. O código de acesso do ETS é 3492.
Inscrições – Para se inscrever, os candidatos devem preencher o formulário de propostasonline. Devem estar com o currículo atualizado na Plataforma Lattes e apresentar o currículo do orientador no exterior, históricos escolares da graduação e do mestrado, plano de estudos em Português, com cronograma para o período total do curso, e previsão de pesquisa de campo, quando couber.
Laspau - A Academic and Professional Programs for the Americas é uma organização focada na capacitação institucional e desenvolvimento de recursos humanos, por meio da elaboração e do gerenciamento de programas de bolsas de estudos internacionais no nível de pós-graduação.
Para saber mais sobre o Doutorado Pleno, acesse aqui.
Texto: Paloma Wilm – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Reprodução / Google

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Biólogo britânico e médico japonês ganham Nobel da Medicina

Biólogo britânico e médico japonês ganham Nobel da Medicina: O comitê diz que a descoberta "revolucionou a compreensão" sobre como as células e os organismos se desenvolvem e afirma confiar que as pesquisas sobre as células estaminais pluripotentes levarão ao desenvolvimento de tratamento para combater várias doenças.

Escola da Biodiversidade Amazônica: Confira a Websérie Naturalistas do séc XXI

Escola da Biodiversidade Amazônica: Confira a Websérie Naturalistas do séc XXI: Hoje o Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas convida você a conhecer histórias de alguns dos vencedores deste concurso que premia e...

REPASSANDO - Áreas verdes de Belém-PA são mapeadas

REPASSANDO: a partir de http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/1381-areas-verdes-sao-mapeadas

Áreas verdes são mapeadas

Cobertura vegetal na UFPA está em torno de 33%,
índice acima da média, segundo pesquisa da FGC

por Marília Jardim / Setembro 2012
foto Acervo do Pesquisador


A chegada do verão amazônico é marcada por dias muito quentes em todo o Estado. Em Belém, o calor poderia ser amenizado, naturalmente, pela cobertura vegetal das árvores da cidade. Porém, algumas áreas da capital paraense não possuem áreas verdes suficientes para regular a temperatura e deixar o ambiente mais agradável.
Projeto “Estudo e Valorização das Áreas Verdes Urbanas na Cidade de Belém-PA”, coordenado pela professora Luziane Mesquita, da Faculdade de Geografia e Cartografia (FCG) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA), pesquisou as áreas verdes e o índice de cobertura vegetal dos distritos da cidade de Belém. O estudo tinha como finalidade a formação de recursos humanos na área de Educação Ambiental, sob a perspectiva geográfica, e elaboração de uma nova cartografia das áreas verdes de Belém a partir de imagens de satélite de grande escala.
A pesquisa foi desenvolvida em  2011, quando foi mapeado os locais e feita a análise dos mapas no Laboratório de Análise da Informação Geográfica (Laig) da FGC. Este trabalho, junto com a análise de imagens de satélite de Belém, feitas em 2006, cedidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), permitiu a elaboração do “Atlas de Áreas Verdes de Belém”, documento que contém as imagens e as considerações das áreas mapeadas.
A professora Luziane observa que a crescente perda de áreas verdes de Belém ocorre em função de alguns fenômenos comuns aos grandes centros urbanos, como a expansão horizontal da cidade, o aumento de área construída, a pavimentação de ruas, a verticalização na área central, o aumento na frota de veículos, que leva à poluição do ar e à poluição sonora. “A ausência de áreas verdes na cidade causa desequilíbrio ambiental, como desregulamento da temperatura da cidade e intensificação das ilhas de calor. Além disso, a arborização de vias públicas embeleza a cidade e, em parques, promove a sociabilidade dos moradores ao redor dessas áreas. A arborização também mantém a preservação de espécies nativas da Amazônia”, ressalta.

Baixa cobertura vegetal aumenta calor no Guamá

Durante o trabalho, foram mapeados seis dos oito distritos urbanos da área continental de Belém: o Distrito Administrativo de Belém (Dabel), do Guamá (Dagua), da Sacramenta (Dasac), do Entroncamento (Daent),  do Bengui (Daben) e  de Icoaraci (Daico).
O Dagua, formado pelos bairros Montese (Terra Firme), Condor e parte dos bairros Jurunas, Batista Campos, Cidade Velha, Guamá, Cremação, Canudos, São Brás, Marco e Curió-Utinga, apresenta Índice de Cobertura Vegetal de 4,33% e 1,8 m² por habitante das regiões estudadas. Esse número por habitantes está abaixo da média internacional, que é de 12m² de Índice de Cobertura Vegetal por habitante.
“Se eu chego próximo ou abaixo de 5%, a gente considera um deserto florístico por conta da ausência de áreas verdes. Quem anda pelo Guamá sabe do desconforto e das altas temperaturas, pois o efeito da ilha de calor é muito intenso”, explica a professora Luziane.
O Daent é o maior distrito da área continental da cidade e apresenta o maior Índice de Cobertura Vegetal: 54,28% e 289,82 m² por habitante. A localização de áreas de proteção ambiental, como o Parque Ambiental do Utinga e muitos terrenos militares, impediu o avanço da população sobre essas áreas. “Nesse distrito, quando a gente divide a área de cobertura vegetal por habitante, o número extrapola a média internacional”, afirma a professora. Fazem parte do Daent os bairros Souza, Marambaia, Val-de-Cães, Mangueirão, Castanheira, Águas Lindas, Aurá, Curió-Utinga, Guanabara e Universitário.
A Belle Époque beneficiou o distrito mais antigo de Belém, o Dabel. O planejamento da urbanização dessa área com espécies exóticas, principalmente as mangueiras, e a localização de espaços como o Jardim Botânico da Amazônia e o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi amenizam a temperatura.

"Caminhadas" promovem a educação ambiental

Atividades de educação ambiental também integram o Projeto.  Os encontros, conhecidos como “Caminhadas Geoecológicas na Cidade Universitária”, reúnem alunos de Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas dos bairros Marambaia e Guamá. Também são ministradas oficinas no Bosque Rodrigues Alves. Além de fazer parte do Projeto, as Caminhadas também são uma atividade permanente da FGC. Escolas interessadas em participar devem entrar em contato com a Faculdade.

Trote – A Cidade Universitária José da Silveira Netto também foi alvo de mapeamento específico, que se tornou  tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de um dos participantes do projeto. Intitulado Biodiversidade: Sistema de Áreas Verdes na Cidade Universitária, o TCC mapeou o sistema de estacionamento, as ruas e avenidas e o sistema de bosques do Campus e concluiu que o Índice de Cobertura Vegetal é de 32,28%.
“O Índice está acima da média de 30%, ideal para o equilíbrio da temperatura do ambiente. Grande parte do microclima e das condições ambientais adequadas da cidade universitária vem da implantação dos bosques, muitos criados a partir do ‘trote ecológico’, idealizado pelo professor aposentado da UFPA e ambientalista Camilo Vianna, na década de 1990”, lembra Luziane.
A previsão é que o Atlas de Áreas Verdes de Belém seja atualizado a partir de imagens de satélite mais recentes “Assim, poderemos rever o aumento ou a diminuição das áreas verdes de Belém e as consequências ambientais dessas mudanças.”

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Repassando: Atividades se ajustam à maré alta

REPASSANDO:
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Projeto avalia o estilo de vida e os sistemas agrícolas
de comunidades do Pará e do Amapá

por Paulo Henrique Gadelha / Setembro 2012
foto Acervo do Pesquisador


Tradicionalmente, março é o mês de marés altas em várias cidades do Estado do Pará. Esse fenômeno, muitas vezes, ocasiona diversos transtornos à vida de várias famílias, sobretudo, das que moram à margem de rios, pois, dependendo da magnitude das marés, algumas precisam abandonar suas casas e alterar suas atividades econômicas. Essas questões são estudadas no Projeto de Pesquisa “Adaptações Socioculturais de Caboclos no Estuário Amazônico do Brasil para Eventos Extremos de Maré”, desenvolvido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará (UFPA).
“Esta iniciativa foi elaborada para avaliar como as populações ribeirinhas do Pará e do Amapá adaptam o seu estilo de vida e os seus sistemas agrícolas aos eventos extremos de grandes marés, chamados também de lançantes”, explica a professora e pesquisadora do NAEA, Oriana Almeida, coordenadora do Projeto. “Esta avaliação será feita de forma comparada, analisando-se a economia familiar e o processo de adaptação de ribeirinhos de algumas comunidades dos dois Estados, localizadas no estuário do Rio Amazonas.”
O trabalho começou a ser executado em fevereiro de 2012 e tem previsão para ser concluído em 2015. Assim, muitos dados ainda serão gerados. De acordo com a pesquisadora, a equipe do Projeto estuda como essas marés têm variado ao longo dos últimos anos, ou seja, se estão aumentando ou diminuindo e, dependendo dessa variação, de que forma elas provocam necessidades de adaptação das comunidades ribeirinhas. A análise inicial de dados climáticos, que serão complementados pelos dados do próprio Projeto, é feita na Universidade da Columbia, localizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, pela pesquisadora Kátia Fernandes, integrante do Projeto.

Açaí é alternativa para obter renda durante as lançantes

A partir das pesquisas de campo já realizadas e também pelo conhecimento acadêmico sobre o assunto, é possível formular algumas hipóteses, no que diz respeito a uma possível alteração no regime de marés. “Pelo que se tem observado, o açaí é uma das alternativas encontradas para a obtenção de renda. Em algumas comunidades, relatos de produtores sinalizam que o aumento das marés inviabiliza a prática do plantio e colheita de alguns produtos agrícolas. Se os dados mostrarem que esse aumento é generalizado, mais famílias irão plantar açaí. Este processo de expansão é denominado de 'açaização do estuário amazônico'”, explica Oriana Almeida.
Conforme a coordenadora, culturas de plantio e colheita, como  as de milho, feijão e mandioca, precisam, por um determinado tempo, dependendo do tamanho das lançantes, ser substituídas por outras atividades. Nos últimos anos, as famílias têm expandido áreas de açaí, por razão do  aumento de preços deste produto, e, possivelmente, reduzido áreas de culturas anuais.
Entretanto, conforme os pesquisadores, muitas famílias ainda necessitam aprender e se integrar dentro do sistema burocrático e, assim, buscar obter essas rendas disponíveis pelo governo. Esse processo nem sempre é simples, pois vários ribeirinhos não possuem uma série de documentação requerida, como Carteira de Identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF). “Esses documentos são o primeiro passo para obtenção de benefícios, como aposentadoria, bolsa escola e seguro desemprego”, complementa.
Além de verificar a variação do tamanho das marés nos últimos anos, o Projeto de Pesquisa vai analisar de que forma esses eventos estão associados a outros fatores climáticos – que influenciam na vida social e econômica das populações tradicionais ribeirinhas. De acordo com Oriana Almeida, o objetivo final é criar um sistema de alerta de longo prazo. “Com esse sistema, pretende-se informar ao ribeirinho o que esperar em termos de probabilidade de ocorrência de altas marés em estações críticas do ano. Esse alerta será dado por meio de sistema de rádio. Assim, as comunidades poderão se preparar para esses eventos extremos”, considera.
Após o sistema de alerta começar a operar, será possível, então, avaliar de que forma as famílias, que vivem às margens dos rios, se adaptam ao aumento das marés. Como forma complementar, as comunidades terão conhecimento sobre as lançantes e as mudanças climáticas por meio de cartilha educativa, com linguagem simples e adequada à população.

Marégrafos captarão dados para formar sistema de alerta

A iniciativa conta com a parceria de algumas organizações e instituições locais de ensino e pesquisa. Uma delas é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), no Campus de Abaetetuba, região nordeste do Estado. Duas comunidades do município são utilizadas para as pesquisas de campo do Projeto. Há, também, estudos em duas comunidades de Ponta de Pedras, no Marajó, e, ainda, em duas cidades do Amapá: Mazagão e Ipixuna.
Segundo a coordenadora, para o andamento das atividades, alguns equipamentos ainda serão adquiridos. Um deles é o marégrafo, instrumento que registra automaticamente o ciclo diurno das marés em um determinado ponto localizado na costa. Esse registro chama-se maregrama. Os instrumentos serão inseridos na infraestrutura da Marinha, outra parceira do Projeto, tanto no Pará quanto no Amapá. Os marégrafos irão coletar dados (previsão e medição do tamanho das marés), os quais servirão, por exemplo, para o sistema de alerta voltado aos ribeirinhos. “Quando o Projeto for concluído, esses instrumentos irão permanecer na Marinha para a coleta de dados de longo prazo, uma vez que análises de mudanças climáticas exigem dados de longo prazo”, diz a docente.

Colaboração – O Projeto conta com a participação do professor Sérgio Rivero, do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFPA; do doutor Miguel Pinedo Vasquez, da Universidade da Columbia, nos Estados Unidos; da meteorologista brasileira Kátia Fernandes, que faz pós-doutorado na Universidade da Columbia; do pesquisador Nathan Vogt, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe); do professor canadense Peter Deadman, da Universidade de Waterloo, no Canadá; e do professor Eduardo Brondízio, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.
Há, ainda, alunos de graduação e pós-graduação da UFPA e de outras instituições que também colaboram produzindo pesquisas relacionadas ao âmbito do Projeto. O financiamento da iniciativa é oriundo do International Development Research Centre (IDRC), Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional, do Canadá.

domingo, 16 de setembro de 2012

Entenda como funciona o novo sistema de cotas da UFPA


REPASSANDO: A PARTIR DE http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=6556

Entenda como funciona o novo sistema de cotas da UFPA


A partir do próximo vestibular, as universidades devem adotar a nova lei sancionada pela Presidente Dilma Rousseff, sobre os sistemas de reserva de vagas em universidades públicas. No Pará, a Universidade Federal do Pará (UFPA) já estudou as novas regras e adaptou seu sistema de cotas à nova legislação. Com isso, a partir do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) a Federal Paraense institui um novo tipo de cota: a cota renda.
A Lei Federal nº 12.711/2012 reserva 50% das vagas ofertadas nos cursos de graduação para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública de ensino e, destas, 50% para alunos cuja renda familiar per capita seja de até um salário mínimo e meio, o que está sendo chamado de cota renda. Mas o que isso significa para os estudantes que concorrem a uma vaga no próximo vestibular da UFPA?
“A nova Lei mostra o quão avançado é o nosso sistema de cotas. Desde 2008, a UFPA adota a reserva de 50% das vagas para alunos da rede pública de ensino. Além disso, mantemos 40% destas vagas reservadas para estudantes que se autodeclaram negros ou pardos. A novidade trazida pela Lei é que, tanto em relação à cota escola quanto em relação à nossa cota cor, 25% destas vagas passarão a ser reservadas para estudantes pertencentes a famílias cuja renda per capita não ultrapasse 1,5 salários”, detalha a Marlene Freitas, e pró-reitora de Ensino de Graduação (Proeg) da UFPA
Na prática, das 8.569 vagas ofertadas no Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da UFPA, 895 são destinadas para as cotas para quilombolas, indígenas e deficientes, as quais são vagas criadas em acréscimo quando há candidatos aprovados nos curso de graduação em cada grupo. Completando a Política de Inclusão, a UFPA oferece vagas aos cursos de Educação do Campo e Etnodesenvolvimento, totalizando 126 vagas. Das vagas restantes, 50% são voltadas para a reserva de vagas aos estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública. Porém há subgrupos dentro desta cota.
Apreciação - Assim, no PS 2013 da UFPA, o correspondente a 22% das vagas será destinado aos alunos da rede pública, por meio da chamada cota escola; 8% são voltadas para a cota escola renda, ou seja, aos alunos que, além de serem estudantes da rede pública, também tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo; outros 15% das vagas são destinadas à cota cor, ou seja, reservadas aos alunos que, além de serem de escolas públicas, se autodeclaram negros ou pardos; 5% são reservados para a cota cor renda, ou seja, serão reservadas a estudantes que estudaram todo o ensino médio na rede pública, se autodeclaram negros ou pardos e possuem renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita. “Esses percentuais são aproximados, já que, na verdade, o cálculo é feito a partir de cada curso”, explica Marlene Freitas.
Outras cotas existem, mas criam vagas a mais nos cursos - Além das cotas escola, cor e renda, a UFPA possui ainda três outros tipos de cotas. Candidatos portadores de necessidades especiais podem concorrer a uma vaga em cada curso de graduação ofertado anualmente pela UFPA. “No caso da cota para pessoas com deficiência, eles fazem a mesma prova que os demais candidatos. Nos outros dois tipos de cotas, há processos seletivos especiais que ocorrem paralelamente ao PS 2013 e têm editais específicos com inscrições à parte”, explica Marlene Freitas.
Em todos os cursos da UFPA, também há a possibilidade de criação de duas vagas para alunos oriundos de populações indígenas e outras duas para estudantes de origem quilombolas. “Esta cota para quilombolas será adotada pela primeira vez em 2013 e foi criada na reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) realizada no final do mês de agosto”, conta.
Datas importantes do Processo Seletivo 2013 da UFPA>> Lançamento do edital – até 14 de setembro no www.ceps.ufpa.br
>> Período de inscrições – de 19 de setembro a 10 de outubro
>> Pedido de isenção – de 19 a 26 de setembro
>> Divulgação da lista de isentos – A partir de 5 de outubro
>> Fim do prazo de pagamento da taxa de inscrição – 11 de outubro
>> Primeira fase do PS 2013/Enem – 3 e 4 de novembro
>> Exame de habilidades em Música – 18 de novembro
>> Previsão de divulgação do resultado do exame de habilidades – A partir de 22 de novembro
>> Impressão do Cartão de Inscrição – A partir de 26 de novembro
>> Segunda fase do OS 2013/prova elaborada pela UFPA – 9 de dezembro, das 13h às 17h
>> Previsão de divulgação do resultado final – segunda quinzena de janeiro de 2013
Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Imagens: Alexandre Moraes e Karol Khaled

Alunos com baixa renda terão cota no próximo vestibular da UFPA



Alunos com baixa renda terão cota no próximo vestibular da UFPA

Esta é a sexta cota adotada pela federal paraense.
Das mais de 8 mil vagas ofertadas, 1.021 são para cotistas.

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A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou nesta quinta-feira (13) a criação de um novo tipo de reserva de vagas: a cota renda. A medida obedece a nova legislação que regulamenta as cotas no país e reserva 25% das vagas nas universidades públicas a estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública de ensino e que tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.
O edital do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da universidade já está disponível para consultas no site da instituição e as inscrições começam na próxima quarta-feira (19). Este ano, ao todo serão ofertadas 8.569 vagas, sendo que 1.021 delas destinada ao sistema de cotas da instituição. 
A partir de 2013, há seis tipos de cotas na UFPA. Três delas criam vagas a mais. Quilombolas, indígenas e portadores de deficiência concorrem a 895 vagas exclusivas que são criadas quando candidatos são aprovados no concurso. Sendo, duas para os dois primeiros grupos que são selecionados por editais especiais com provas específicas e uma vaga destinada aos portadores de necessidades especiais (PNE) que participam da mesma prova aplicada aos demais candidatos.
Estudantes de escola pública de famílias que ganham até um salário mínimo e meio terão acesso facilitado á UFPA. (Foto: Karol Kaledh / UFPA)Estudantes de escola pública de famílias que ganham até um salário mínimo e meio terão acesso facilitado á UFPA. (Foto: Karol Kaledh / UFPA)
Há ainda dois cursos de bacharelado ofertados anualmente que são destinados especificamente á quilombolas, indígenas, moradores de assentamentos e/ou ribeirinhos. As graduações em Educação no Campo e Etnodesenvolvimento ofertam, juntas, outras 126 vagas.
CotaPercentual
Cota escola
Cota cor
Cota escola renda
Cota cor renda
A parte do sistema de cotas
22% 
15%
8%

5%
50%
 As outras três cotas da federal paraense criam reserva de vagas nos cursos ofertados e garantem que 50% dos ingressantes na universidade sejam oriundos da rede pública de ensino. Desde 2008, a UFPA já adotava a cota escola e a cota cor. A primeira reserva metade do total de vagas para candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas da rede pública. Enquanto a segunda garante que 40% destas vagas, ou seja, 20% do total das vagas anuais, sejam preenchidas por estudantes da rede pública que se autodeclaram negros ou pardos.
“A novidade trazida pela lei é que, tanto em relação à cota escola, quanto em relação a nossa cota cor, 25% destas vagas passarão a ser reservadas para estudantes pertencentes a famílias cuja renda per capita não ultrapasse 1,5 salários”, detalha a Marlene Freitas, pró-reitora de Ensino de Graduação (Proeg) da UFPA. 
A nova regra muda os percentuais ofertados para cada grupo de cotistas a cada ano. De tal modo, no próximo vestibular o correspondente a 22% das vagas serão destinadas aos alunos da rede pública por meio da chamada cota escola; 8% são voltadas para a cota escola renda, ou seja, aos alunos que além de serem estudantes da rede pública também tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.
Em relação a cota cor, a universidade reserva 15% das vagas aos alunos que além de serem de escolas públicas, se autodeclaram negros ou pardos e outros 5% são reservadas para a cota cor renda, ou seja, serão preenchidas por estudantes que estudaram todo o ensino médio na rede pública, se autodeclaram negros ou pardos e possuem renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita. “Esses percentuais são aproximados, já que, na verdade, o cálculo é feito a partir de cada curso”, explica Marlene Freitas. 
Professores indígenas formados devem garantir ensino bilíngue em aldeias no oeste do Pará. (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)Como os indígenas, quilombolas também terão duas vagas específicas em cada curso ofertado. (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)
InscriçõesA prova da UFPA, agendada para o dia 9 de dezembro, corresponde à segunda fase do concurso que garante uma vaga no ensino superior da Federal Paraense. A primeira fase do Processo é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), agendado para os dias 3 e 4 de novembro. O candidato que não tiver realizado inscrição no Enem 2012 terá sua inscrição rejeitada no Processo Seletivo da UFPA.
Para se inscrever no PS 2013, o candidato deverá preencher o formulário eletrônico com sua opção de curso, língua estrangeira e a cidade de realização da prova. Efetuado o preenchimento, o sistema gera o boleto bancário para o pagamento da taxa de R$ 50. A data limite para esse pagamento é o dia 11 de outubro. A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição pelo Banco do Brasil. 

Motor consome dendê, e não diesel

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Motor consome dendê, e não diesel
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Ricardo Pereira (à dir.) e o professor Manoel Nogueira:
uso do óleo de palma produz menos impacto ambiental

por Pedro Fernandes / Agosto 2012
foto Alexandre Moraes

O uso de óleos vegetais in natura como combustível de motores diesel tem se intensificado no Brasil. O grande potencial de cultivo de oleaginosas no País, sobretudo na Amazônia, favorece a substituição do óleo diesel, combustível poluente, pelo óleo vegetal, fonte renovável de energia. Diante deste cenário, o mestrando Ricardo da Silva Pereira, da Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolveu a Dissertação Avaliação e Desempenho de Motor de Injeção Indireta Consumindo Óleo de Palma in Natura, defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) da UFPA, área de concentração "Térmica e Fluidos".
Sob a orientação do professor doutor Manoel Nogueira, o pesquisador testou um motor de injeção indireta consumindo óleo de palma in natura e comparou os resultados a uma base de informações referentes ao desempenho do óleo diesel. A proposta do trabalho é utilizar óleo de palma (dendê) in natura como combustível de motores de injeção indireta e avaliar se o uso de óleo natural promove um bom desempenho da máquina, bem como se ameniza o impacto ambiental causado pelo emprego do óleo vegetal em motores de injeção direta.
"Tive que fazer uma revisão bibliográfica para saber dos trabalhos que já existiam. A maioria das pesquisas que encontrei utilizava motores de injeção direta. Nesse tipo de motor, o óleo é pulverizado diretamente na câmara de combustão", explicou o pesquisador. "Para melhorar a eficiência do motor funcionando com óleo vegetal, os trabalhos já desenvolvidos mostram a viabilidade do uso de motores de injeção indireta. Por isso, nós mudamos o tipo de injeção para ver se melhora a qualidade da queima do combustível, do óleo vegetal."
O óleo de palma pode ser usado como combustível, sem precisar sofrer processos químicos relevantes. Ele precisa somente de filtragem e neutralização, dois processos simples, segundo Ricardo. Todavia o uso do óleo de palma in natura em motores diesel de injeção direta também possui alguns problemas. Entre eles, a alta de viscosidade do óleo de palma à temperatura ambiente e a demanda por maior tempo de combustão, comparado ao óleo diesel, na mesma temperatura, aponta o estudo. O primeiro problema foi resolvido preaquecendo o óleo vegetal, com o auxílio de uma resistência térmica, antes de injetá-lo no motor.  O segundo, mantendo a temperatura dentro da câmara de combustão alta, de modo a acelerar a queima do combustível.

Desafio é fazer o equipamento trabalhar por mais tempo

Apesar dos obstáculos, o uso de óleo de palma em motores diesel de injeção indireta mostra-se viável, em especial para o suprimento de energia elétrica em localidades isoladas. Antes dos testes, foram feitas em laboratório a caracterização energética e a análise elementar do óleo diesel e do óleo de palma. Os ensaios foram da seguinte maneira: primeiro, foi usado um motor de injeção indireta (Hyundai), acoplado a um gerador, consumindo óleo diesel; em seguida, trocou-se o óleo diesel por óleo de palma in natura. Essa mudança também foi feita usando um motor de injeção direta (Cummins).
O trabalho observou as diferenças percentuais absolutas desta troca de combustível para os dois motores. As características físicas dos motores não foram consideradas, apenas a troca de diesel para óleo vegetal. Os testes para os grupos geradores, motor e gerador, foram realizados para diferentes percentuais da carga máxima do gerador, 100%, 85% e 75%. A comparação do desempenho dos motores foi feita pelas emissões dos gases produzidos (CO, CO2, NOx), pela temperatura dos gases de escape (medida na saída do cilindro do motor), pela potência gerada, pela vazão de combustível, pelo consumo específico de combustível e pelo rendimento para os dois motores.
"Levando em consideração as diferenças entre o diesel e o óleo vegetal no motor de injeção direta e no motor de injeção indireta, foi provado que o motor de injeção indireta tem o potencial de funcionar melhor. Mas há a necessidade de algumas adaptações no motor. Esse foi o primeiro diagnóstico a que chegamos, ou seja, o motor de injeção indireta é bom. Mas ele ainda não está preparado para funcionar de forma adequada com o óleo vegetal. Então, a ideia é desenvolver ainda mais a tecnologia para adequá-la, de forma permanente, à realidade do óleo vegetal", esclarece o pesquisador.
"A ideia é boa, mas o problema é que, no motor, o sistema de alimentação tem que ser adaptado. Por exemplo, se nós pegarmos o óleo vegetal agora e colocarmos dentro de um motor a diesel, vai funcionar. Mas logo vai parar. Por isso, temos que modificar as variáveis de funcionamento do motor para que ele consiga trabalhar com o óleo vegetal à baixa potência e por muito tempo", acrescenta Manoel Nogueira.

Com produção local, custo do combustível pode ser menor

Em 2010, ainda em fase de elaboração, o trabalho foi aplicado no município de Igarapé-Açu do Moju, localidade do Alto Moju, no Pará. A tecnologia foi instalada no local para gerar energia elétrica e atender a demanda de 56 famílias. A central foi mantida em funcionamento durante um mês e trabalhava das 18h às 23h30, consumindo apenas óleo de palma. "Nós adotamos o dendê, porque é uma oleaginosa abundante na região. Mas a ideia é usar qualquer óleo vegetal", afirmou o professor Manoel Fernandes. "Produzir óleo vegetal é uma coisa relativamente simples. A semente é esmagada, o óleo é extraído e filtrado. Tem-se o combustível. Ele pode ser usado em motores de barco, no carro e na geração de energia elétrica", explicou.
Hoje, o dendê é extraído no interior do Estado, levado para a capital, transformado e misturado com diesel. Retorna às comunidades como biodiesel, por um valor mais alto do que se fosse produzido e comercializado por elas mesmas. Nesse sentido, se aplicada em tais localidades, a tecnologia elaborada pelo pesquisador pode incentivar a produção local e diminuir o custo do combustível, encarecido pela logística do transporte e pela tecnologia sofisticada de produção de biodiesel. Além disso, com essa nova tecnologia, não mais seria necessário transformar o óleo de palma em biodiesel (processo de transesterificação).
Por ter um ciclo de produção de gases de efeito estufa próximo a zero (o carbono emitido é absorvido pela oleaginosa durante o seu crescimento), o óleo de palma é uma alternativa energética benéfica ao meio ambiente. O óleo diesel, além disso, contém o enxofre, um dos principais agentes de poluição da natureza. "A ideia é diminuir o consumo de derivados do petróleo", disse Ricardo Pereira.
O objetivo do trabalho ainda não foi totalmente alcançado. Até então, conseguiu-se fazer o motor trabalhar a 70% de sua potência nominal. A meta é baixar para 50%, limite da aplicação comercial do motor.

ITEC desenvolve filtros para monitorar rios

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ITEC desenvolve filtros para monitorar riosPDFImprimir

Filtros foram desenvolvidos em múltiplas camadas,
obtidas a partir de material reciclado

por Mayara Albuquerque / Agosto 2012
foto Alexandre Moraes


Desenvolver filtros com a função de promover o biomonitoramento da qualidade da água dos rios, estimular a conscientização ambiental e aplicar os conhecimentos técnicos na busca de soluções para o meio ambiente. Esses são os objetivos do Projeto "Desenvolvimento de Filtros Integrantes e Eco-Barco para o Biomonitoramento da Água dos Rios", desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará, sob a coordenação da professora Carmem Gilda Dias. O Projeto integra atividades das Faculdades de Engenharia Naval, Engenharia Mecânica e Engenharia Sanitária e Ambiental da UFPA.
A poluição da água é a modificação das características de um ambiente pela adição de substâncias ou formas de energia que alteram sua natureza, de forma a prejudicar seu uso, a vida e o bem-estar de todos os seres vivos. Atualmente, uma grande quantidade de materiais pós-consumo e combustíveis de embarcações são lançados diariamente nos rios. Os impactos no ecossistema aquático aumentaram nos últimos anos com o uso indiscriminado de alguns produtos, como detergentes, pesticidas, aditivos, plásticos, entre outros. Outros fatores que comprometem o ambiente hídrico são o crescimento populacional, o processo de urbanização desordenada e a deficiência dos serviços de saneamento básico.
Com o objetivo de usar o conhecimento adquirido na Universidade para mudar essa realidade, o Projeto "Eco-Barcos para Educação Ambiental" propõe a reciclagem dos materiais pós-consumo para transformá-los em embarcação de coletas de resíduos sólidos. Assim, o eco-barco é construído a partir de garrafas PET, latinhas de cerveja e de refrigerante. A base para sua construção e o grande diferencial do produto são a técnica de roto-moldagem, que reprocessa polímeros e outros materiais reciclados. A embarcação é a primeira, no Brasil, construída com essa técnica. O trabalho também propõe promover a conscientização ecológica de quem mora na Região Metropolitana de Belém, para evitar o despejo de resíduos sólidos nos rios da região.

Pesquisa seleciona no próprio lixo elementos filtrantes

Atuando no Projeto, a estudante Ana Paula Soares desenvolveu sua pesquisa de mestrado com a perspectiva de fornecer para o eco-barco filtros que pudessem fazer o biomonitoramento da água dos rios, fazendo a integração entre as comunidades acadêmica, ribeirinha e estudantil. De acordo com a professora Carmen Gilda, os filtros foram constituídos por múltiplas camadas de elementos filtrantes com características seletivas.
"Um dos graves problemas que encontramos em nossos rios é em relação à contaminação de óleos e graxas despejados pelas embarcações. Se estamos preparando embarcações com a função de preservar o meio ambiente, por que não destinar algumas embarcações para fazer a limpeza dos óleos e graxas e, ao mesmo tempo, conscientizar a população? Foi essa a ideia que incitou este Projeto," explica a professora.
Os filtros são desenvolvidos pela equipe no Laboratório de Engenharia Mecânica da UFPA e sua arquitetura é constituída por um conjunto de funções, entre as quais, estão a conservação da fauna de macroinvertebrado e a remoção dos sólidos e líquidos viscosos. Ele foi desenvolvido em múltiplas camadas, obtidas a partir de materiais reciclados de embalagens pós-consumo, polietileno e celulose e argilominerais naturais.
Segundo Ana Paula Soares, as fibras de celulose são obtidas por meio da polpa da madeira e de outras fontes naturais. Para a construção dos filtros, o grupo usou as fibras contidas em embalagens cartonadas multicamadas, que são constituídas por três matérias-primas: estruturação de celulose, lâminas de alumínio e filmes poliméricos. Ela explica que a celulose é o composto responsável pela retenção dos óleos devido a sua compatibilidade química. Os polímeros, como o polietileno, o polipropileno e o poliestireno, são amplamente utilizados como matéria-prima para embalagens poliméricas (filmes plásticos metalizados) e apresentam algumas propriedades, como alta resistência ao impacto, baixo custo, excelente processabilidade, além de serem inertes a muitos produtos químicos e terem sido utilizados para dar resistência aos filtros, protegendo a celulose.
De acordo com a pesquisadora, esses compósitos foram escolhidos devido a suas características seletivas e, de acordo com a sua formulação, conseguem identificar, em meio a inúmeras substâncias, aquela na qual  o grupo esteja interessado, ou seja, são utilizadas substâncias que reagem de acordo com o que se quer detectar, filtrar ou imobilizar, neste caso, graxas e óleos nocivos ao meio ambiente aquático.
"O acelerado crescimento, sem condições adequadas de habitação e saneamento básico, tem prejudicado excessivamente a água dos nossos rios. Alguns estudos citados já comprovam o elevado índice de poluição existente, por exemplo, no rio Tucunduba. A nossa intenção é pegar tudo aquilo que iria para o lixo e transformar em elementos filtrantes e filtros, transformando este material reciclável em bens para a própria comunidade", explica.

Atividades de extensão envolvem educação ambiental

Além do desenvolvimento dos filtros, o Projeto propõe a conscientização da população que tem contato diariamente com os rios. As atividades estão vinculadas às atividades de extensão dos cursos de Engenharia Sanitária e Ambiental. Segundo a coordenadora, os alunos trabalharam com a comunidade Porto do Açaí, na Baía do Guajará, em Belém, mostrando como fazer a destinação adequada do lixo. "Fizemos um trabalho com a comunidade, mostrando como deve ser feito o tratamento adequado do lixo produzido, ressaltando a importância da preservação da água para a vida da população," explica Carmen Gilda.
Durante a ação no Porto do Açaí, a equipe testou, também, os filtros para coletar dados em relação à sua eficiência, que foi comprovada. Segundo a professora, a ideia é que os eco-barcos equipados com os filtros sejam doados para que a comunidade possa utilizá-los na preservação dos rios. O Projeto "Desenvolvimento de filtros integrantes e eco-barcos para o biomonitoramento da água dos rios" foi desenvolvido no período de 2008 a 2011 e já iniciou novos planos para o futuro.
Utilizando o mesmo processo de roto-moldagem, o grupo pretende fazer filtros para o tratamento de outros tipos de rejeitos encontrados nos rios, como os metais contaminantes. "Nossa universidade tem um diferencial geográfico em relação às outras, os nossos rios. Devolver o conhecimento para a população preservando o que é nosso é um orgulho," conclui a professora Carmem Gilda.
O "Eco-Barcos" é financiado pelo CNPq e tem como colaboradores o ETPP, CEFETPA, IBAMA, POEMATEC, PROEX, FAPESPA, VALE e COPALA. Informações: 3201-7324.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

REPASSANDO:
05/09/2012 Inscrições prorrogadas para o Prêmio Jovem Cientista
As inscrições para o XXVI Prêmio Jovem Cientista, realizado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com apoio da Fundação Roberto Marinho, da Gerdau e da GE, foram prorrogadas até 21 de setembro.
O prêmio, que esse ano tem como tema “Inovações tecnológicas nos Esportes”, concede aos primeiros lugares em cada categoria valores em dinheiro, além de bolsas de estudo no CNPq.
Para maiores informações sobre como participar do prêmio, acesse: www.jovemcientista.cnpq.br.

Mais informação em: http://febrace.org.br/imprensa/noticia/263/