sábado, 27 de julho de 2019
sábado, 13 de julho de 2019
Peixe gigante devora um tubarão inteiro no fundo do mar
Pesquisadores analisavam comportamento de tubarões quando um peixe apareceu em cena e engoliu um dos animais, que ficou apenas com o rabo para fora da boca de seu algoz
Uma cena inusitada foi flagrada por pesquisadores da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), agência norte-americana que monitora a vida marinha: enquanto registravam em vídeo o comportamento de um grupo de 11 pequenos tubarões que se alimentavam de um peixe-espada que estava morto no fundo do mar, uma criatura marinha apareceu em cena e devorou um dos tubarões que participava do banquete.Os cientistas se surpreenderam no momento do bote. "Não é possível", disse um dos especialistas da NOAA.
O flagrante ocorreu a quase 500 metros de profundidade e foi registrado graças a um conjunto de câmeras especiais que funcionam de modo remoto. Os pesquisadores investigavam como a espécie de tubarão conhecida como galhudo-malhado realiza sua alimentação: o vídeo era um registro raro por si só, já que exibia o conjunto de animais devorando um peixe-espada morto que tinha mais de 2 metros de comprimento e pesava mais de 100 quilos.
Apesar de não terem dimensões avantajadas e medirem no máximo um comprimento de 1,25 metro, os tubarões galhudo-malhado atacaram a carcaça de modo voraz — os cientistas não conseguiram avaliar como o peixe-espada morreu. O momento de estudo dos hábitos marinhos ganhou uma dramaticidade ainda maior quando o peixe gigante simplesmente engoliu um dos tubarões ainda com vida.
Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/07/peixe-gigante-devora-um-tubarao-inteiro-no-fundo-do-mar-veja-video.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post&fbclid=IwAR0dZp0gRB1yKx0zhuItUgsQGAsTXNVmRfpN3tQJ4Wq6qtRfUeaumQZ4yUY
Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2019/07/peixe-gigante-devora-um-tubarao-inteiro-no-fundo-do-mar-veja-video.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post&fbclid=IwAR0dZp0gRB1yKx0zhuItUgsQGAsTXNVmRfpN3tQJ4Wq6qtRfUeaumQZ4yUY
quinta-feira, 11 de julho de 2019
PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR DA FEBRACE 2020
Veja Como ParticiparSubmissão de Projetos para FEBRACE 2020 até 30/10/19 |
SEGUNDA-FEIRA - 16 DE MARÇO DE 2020 | |
11:00 às 18:00
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Montagem de Projetos e entrega de documentos e materiais.
LOCAL: INOVA-USP |
TERÇA-FEIRA - 17 DE MARÇO DE 2020 | |
08h30 às 11h30
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Mostra de Finalistas para Avaliadores e Imprensa. (Apenas estudantes finalistas no espaço de exposição)
- Primeiro período oficial de Avaliação dos Finalistas. |
13h00 às 13h30
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Cerimônia Oficial de Abertura da FEBRACE 2020.
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14h00 às 19h00
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Mostra de Finalistas para Avaliadores, Imprensa e Público em Geral
- Segundo período oficial de Avaliação dos Finalistas. |
QUARTA-FEIRA - 18 DE MARÇO DE 2020 | |
08h30 às 10h30
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Mostra de Finalistas para Avaliadores e Imprensa. (Apenas estudantes finalistas no espaço de exposição)
- Terceiro período oficial de Avaliação dos Finalistas. |
10h30 às 12h00
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Palestras Oferecida por Empresas Parceiras
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14h00 às 19h00
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Mostra de Finalistas para Avaliadores, Imprensa e Público em Geral
- Quarto período oficial de Avaliação dos Finalistas. |
15h30 às 18h30
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Painel de Apresentação dos Finalistas ao Prêmio Professor Destaque - FEBRACE 2020: "Relatos de experiências práticas de professores que desenvolvem pesquisa na educação básica".
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QUINTA-FEIRA - 19 DE MARÇO DE 2020 | |
08h30 às 10h30
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Mostra de Finalistas para Avaliadores e Imprensa. (Apenas estudantes finalistas nao espaço de exposição)
-Quinto período oficial de Avaliação dos Finalistas. |
10h30 às 12h00
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Palestras Oferecida por Empresas Parceiras
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14h00 às 19h00
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Mostra de Finalistas para Avaliadores, Imprensa e Público em Geral
- Período Complementar de Avaliação dos Finalistas. |
SEXTA-FEIRA - 20 DE MARÇO DE 2020 | |
13h30 às 17h30
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Cerimônia de Premiação da FEBRACE 2020
Finalistas, Convidados e participantes credenciados |
17h30 às 19h00
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Reunião de Orientação de finalistas selecionados para a ISEF 2020 - Participação obrigatória para todos os finalistas selecionados pela FEBRACE.
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Novo aplicativo facilita a compra de passagens de barco na Amazônia
- Publicado: Quarta, 10 de Julho de 2019, 18h44
Startup voltada para o desenvolvimento de tecnologias e processos que otimizem e inovem o transporte fluvial na Amazônia, a Navtech Solutions lança esta semana o novo aplicativo Ubá. Além da aquisição de passagens fluviais, o app permite aos usuários obterem, a partir do celular, informações sobre o transporte de barco na Amazônia, com detalhes das linhas de navegação, os horários de saída e chegada, as características das embarcações e terminais, bem como as empresas que atuam em cada linha.
Disponibilizado com o nome "App Ubá - Passagem Barco", o aplicativo começa a operar de forma parcial. Por meio da parceria com a empresa Arapari Navegação, serão ofertadas passagens de ida e/ou volta relativas a dois trechos: um rodofluvial que liga Belém a Barcarena, e outro fluvial que interliga a capital paraense ao porto de Camará, no Marajó. O objetivo é de, até o final do ano, ampliar a rede de parcerias e incluir todos os trechos fluviais com saída da capital paraense.
"Nossa ideia é a de transformar a realidade de quem se transporta pelos rios da Amazônia, facilitando a aquisição de informações e a compra de passagens de barco pelo celular", explicam Walter Oliveira Neto, Rhuan Fracalossi e Walter Oliveira Júnior, integrantes da Navtech Solutions.
"Após a confirmação da compra, um bilhete será emitido no próprio telefone e, na hora de embarcar, bastará mostrá-lo para validar e seguir viagem. Além disso, através do app ubá, os usuários poderão compartilhar experiências sobre a qualidade das embarcações e dos padrões de serviços prestados. Ao final de cada trajeto, os passageiros poderão avaliar a pontualidade, a higiene, o serviço e a segurança da embarcação", completam.
Finalista do Startup Weekend, importante evento na área da inovação, a Navtech Solutions foi criada no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, sendo formada por engenheiros navais e de computação, com a participação de pesquisadores da faculdade de Engenharia Naval da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Responsáveis por um amplo projeto de pesquisa sobre as redes de transporte fluvial na região, realizado em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviário (ANTAQ), a Marinha do Brasil e a Faculdade de Pedagogia da UFPA, esses especialistas veem na iniciativa a oportunidade de transformar o conhecimento em negócios inovadores que apoiem a melhoria dos serviços ofertados pelas empresas desse setor na Amazônia.
A startup atua em parceria com a Inteceleri Tecnologia, empresa Google Partner que ampara tecnicamente a viabilidade e o desenvolvimento de aplicativos, também residente do PCT Guamá.
Transporte fluvial - Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviário (ANTAQ), o número de passageiros transportados pelos rios amazônicos cresce a cada ano. Somente em 2017 foram quase 10 milhões de pessoas. As estimativas para o ano de 2019 apontam uma movimentação média de 10,5 milhões de passageiros.
Mesmo com a ampliação do acesso a smartphones e à internet, as empresas de navegação mantêm as vendas de forma presencial. Hoje, quem deseja viajar de barco, conhecer as rotas, os valores, os horários e comprar passagens precisa primeiro encontrar as informações entre as diversas fontes espalhadas e, depois, dirigir-se ao terminal hidroviário para efetuar a compra.
"A proposta do ubá é justamente encurtar esse caminho, facilitando a venda e a compra de passagens por aplicativos móveis", explicam os responsáveis pela iniciativa.
Texto e foto: Divulgação
sábado, 22 de junho de 2019
Consepe aprova: UFPA terá em 2020 doutorado acadêmico em Educação da Amazônia
Publicado: Quarta, 19 de Junho de 2019, 18h01
A partir do próximo ano, a Universidade
Federal do Pará irá proporcionar mais uma oportunidade para quem deseja
aprofundar os estudos em Educação: o Doutorado Acadêmico em Educação da
Amazônia, integrante da Rede Educação na Amazônia (Educanorte). A proposta foi
aprovada na última reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão
(Consepe), realizada no dia 13 de junho. A previsão é de que o primeiro edital
de seleção seja divulgado já no segundo semestre de 2019.
Além da UFPA, que será a sede do novo
programa, a Rede será composta por outras oito Instituições de sete estados da
região norte: UFOPA (Pará), UEA e UFAM (Amazonas), UFT (Tocantins), UFAC
(Acre), UNIFAP (Amapá), UFRR (Roraima) e UFRO (Rondônia). Esta proposta busca
suprir a necessidade de promover a formação de pesquisadores em Educação em
áreas da região Norte que possuem poucos ou nenhum doutor.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação
da UFPA (Propesp), professora Iracilda Sampaio, acredita que o potencial de
alcance da rede Educanorte será essencial para promover a qualificação dos
recursos humanos locais. “Esse, sem dúvida, será um dos maiores programas de
pós-graduação da UFPA, em termos de números e em termos de impacto para a
região. A ideia é que possamos formar doutores onde há poucos doutores em
Educação, para que, futuramente, essas regiões também possam abrir seus
próprios cursos de mestrado e doutorado”, explica Iracilda Sampaio.
Doutorado Acadêmico em Educação da Amazônia - O corpo docente
será constituído inicialmente por 40 professores ligados a uma das Instituições
da Rede, com possibilidade de novos credenciamentos a partir de 2020. O
curso será dividido em três linhas de pesquisa: Educação na Amazônia, Formação
do Educador, Práxis Pedagógica e Currículo; Estado, Políticas Públicas e Gestão
da Educação; e Saberes, Linguagem e Educação.
A seleção para a primeira turma deve
oferecer 50 vagas, com previsão de lançamento do edital de seleção no segundo
semestre de 2019, para início das aulas em 2020. Para que o alcance do Programa
seja ainda maior, a ideia é possibilitar que alunos de países fronteiriços
também tenham a possibilidade de se candidatar às vagas do curso.
Texto: Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Alexandre de Moraes
Foto: Alexandre de Moraes
Semana Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento - programação
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e
Tecnológica (Sectet) realiza, no período de 24 a 27 de junho de 2019, a Semana
Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento. Para a realização
da programação, a Sectet conta com a parceria da Rede de Núcleos de Inovação
Tecnológica (NITs) do Estado do Pará, da Universidade do Estado do Pará - UEPA,
do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá - PCT Guamá, do Serviço Brasileiro
de Apoio a Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE-PA, da Superintendência do
Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do gabinete do deputado estadual Dirceu
Ten Caten, autor da lei nº 8.841, de 8 de abril de 2019, que institui a Semana.
Mais informações sobre o evento e como fazer as inscrições, você encontra AQUI.
Confira a PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
SEMANA ESTADUAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO, 2019
- Publicado:
Quinta, 13 de Junho de 2019, 18h12
Estão abertas as inscrições para a Semana Estadual de Ciência,
Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, que será realizada pela Secretaria de
Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) no
período de 24 a 27 de junho de 2019. O objetivo da Semana é promover,
incentivar e divulgar atividades de ciência, tecnologia e inovação. As
inscrições para ouvintes são gratuitas e podem ser realizadas aqui.
Segundo o atual secretário de Estado de
Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica, Carlos Maneschy, a
realização visa promover o impulso da ciência e da tecnologia como forma de
alavancar o desenvolvimento do Estado, além de proporcionar a disseminação do
conhecimento para estimular melhores condições de vida para a população
paraense.
A programação, que tem apoio da Rede de
Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) do Estado do Pará, da Universidade do
Estado do Pará (UEPA), do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT-Guamá), do
Sebrae-PA e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), contará
com a participação de diversos representantes da UFPA e será realizada em
quatro locais diferentes, sendo a abertura na Assembleia Legislativa do Pará
(Alepa) e as demais apresentações no Parque de Ciência e Tecnologia, no Sebrae
e na Sudam.
“Contamos com vários parceiros que
estão construindo conosco essa programação. Além de realizar discussões
importantes, a Semana vai promover rodadas de negociação e possibilidade de
acesso a linhas de crédito”, ressalta o diretor de Ciência e Tecnologia da
Secretaria (Detec), Demethrius Lucena.
Programação – Nos quatro
dias do evento, haverá um amplo leque de discussões que passam pela legislação
e seus reflexos nos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), valoração de
produtos e processos, cadeias produtivas regionais, uso da tecnologia na
segurança pública, tecnologias sociais e implantação de uma rede de Agentes
Municipais de Inovação (AMI). “Vamos incentivar os municípios a terem seus
agentes de inovação, como forma de promover iniciativas inovadoras por todo o
Estado, sempre levando em conta as peculiaridades de cada região”, explica
Edilaine Menezes, assessora técnica da Detec.
A Universidade Federal do Pará terá
participação em duas mesas que serão realizadas no dia 25 de junho, no
auditório do Espaço Empreendedor do PCT-Guamá. A primeira será “Marco Legal da
Inovação Tecnológica: reflexos das legislações nacional e estadual nas ICTs da
Amazônia Oriental”, com a mediação do professor Rodrigo Quites Reis, seguida
por “Valoração e transferência de produtos e processos protegidos na Amazônia”,
que contará com a presença do professor Gonzalo Enriquez, diretor da Agência de
Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec).
No dia 27, durante o “Seminário
Desenvolve Pará – Avanços e desafios da cadeia do açaí”, que será realizado no
SebraLab, o professor Hervé Louis Ghislain Rogez (UFPA/PCT-Guamá) irá palestrar
sobre a “Normatização do Padrão de Identidade e Qualidade da polpa e dos
produtos derivados do açaí”. O objetivo do seminário é publicar as novidades da
cadeia produtiva do açaí, produto paraense de grande destaque nacional e
potencial de exportação.
Serviço:
Semana Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento
Data: de 24 a 27 de junho
Locais: Assembleia Legislativa do Pará, Parque de Ciência e Tecnologia, Sebrae-PA e Sudam
Inscrições gratuitas
Semana Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento
Data: de 24 a 27 de junho
Locais: Assembleia Legislativa do Pará, Parque de Ciência e Tecnologia, Sebrae-PA e Sudam
Inscrições gratuitas
Texto e arte: Divulgação
quinta-feira, 13 de junho de 2019
quarta-feira, 12 de junho de 2019
terça-feira, 11 de junho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PARA O PÚBLICO INFANTOJUVENIL
A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PARA O PÚBLICO INFANTOJUVENIL
Por Suzana Petropouleas e Monique Rached
Uma das características mais marcantes em crianças e adolescentes é a curiosidade. A ânsia em perguntar sobre tudo aflora, cedo ou tarde, e traz divertidos casos de reflexão – e, frequentemente, constrangimento – nos adultos. A curiosidade latente e interesse pelo mundo tende a se esvair com o tempo, se não estimulados. Esse é um entre muitos desafios da divulgação de ciência para esse público.
Segundo dados da Prova Brasil, apenas 30% dos alunos de 9° ano aprendem o adequado em leitura e interpretação de texto, comprometendo a apreensão mesmo de textos simples de ciência. Ainda assim, existem diversos exemplos do quanto as crianças podem se fascinar. Uma pesquisa promovida pela empresa Michael Page no Reino Unido revelou que a profissão de cientista ocupava o terceiro lugar na aspiração de carreira, tanto de meninos como de meninas (ambos na faixa de 7 a 11 anos). Ainda que o interesse seja grande, a forma de transmissão do conhecimento científico é alvo de debates.
A jornalista Lucy Hawking defende em palestra para o TEDx a união da ciência à metodologia do storytelling e conta que Stephen Hawking, seu pai e cientista falecido em março de 2018, quando perguntado por algumas crianças sobre o que aconteceria se chegassem perto de um buraco negro, respondia de maneira simples e divertida. “Você seria esticado igual a um espaguete”, diria. A resposta é adequada para uma criança de dez anos, segundo Lucy, pois é algo do qual as crianças conseguem criar uma imagem e iniciar a formação de um conceito que será firmado depois. O equilíbrio entre ser didático e condescendente é um desafio constante na divulgação de ciência para crianças, no entanto.
História para criança ouvir
A jornalista Christiane Bueno, especializada em jornalismo científico e cultural pelo Labjor (Unicamp) e autora dos livros Divulgação científica: produzindo notícia, produzindo ciência (Saraiva) e Divulgando ciências para crianças: imagens de crianças, ciências e cientistas na divulgação científica para o público infantil (Novas Edições Acadêmicas), adiciona: “O desafio é enxergar as crianças como um público inteligente, interessado e totalmente capaz de lidar com assuntos de ciências”.
Christiane fez um extenso diagnóstico sobre a divulgação científica para o público infantojuvenil no país durante o mestrado e a pesquisa para a criação dos livros. “A divulgação para crianças no Brasil é escassa,para não dizer inexistente. Há veículos e suplementos especializados, mas que abordam assuntos variados – a ciência está lá, entre outros temas que vão de culinária à cinema, numa verdadeira colcha de retalhos que, muitas vezes, não faz sentido nem desperta o interesse”, explica ela, que também tem um blog de literatura infantil.
Durante o mestrado, feito no Labjor/Unicamp, pesquisou como os veículos infantis divulgavam ciência. “Foi preocupante ver como as imagens que se constroem ainda são carregadas de estereótipos e como a divulgação científica ainda parece não se preocupar em atingir esse público”. Ainda assim, ressalta que “muitos autores conseguem escrever sobre temas considerados complexos e até mesmo controversos para crianças com maestria e sem utilizar linguagem ‘infantilizada’”.
Assunto de menina
Em suas pesquisas, a jornalista apresenta e discute criticamente as imagens sociais da ciência, do cientista e da própria criança. “A divulgação científica para o público infantil deixa mais evidente estereótipos e imagens que estão presentes também na divulgação para adultos, como aquela ideia de um público “leigo” que precisa ser ensinado, de cientistas como detentores do conhecimento, e do público apenas como receptor da informação”.
Christiane notou também como as construções de gênero afetam as narrativas. “Geralmente, os temas de ciências – especialmente das ciências exatas – são dirigidos aos meninos. Na maioria esmagadora das vezes, os cientistas e exploradores são ainda retratados como figuras masculinas. As mulheres aparecem mais quando o assunto abordado é de ciências humanas, ou quando se trata de “cuidar do outro”.
Há uma tendência perceptível em mudar esse quadro, porém esses estereótipos persistem. “Desde a infância, constrói-se uma imagem do que devem gostar, como devem se comportar, com o que devem se identificar (por exemplo, homem explorador, mulher cuidadora). É preciso tomar muito cuidado, pois se as meninas não se veem representadas, se afastam. A ciência continua um campo com participação feminina menor, e não por falta de aptidão”, explica a jornalista.
Em 2016, uma equipe de cientistas do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro, formada pelas astrônomas, botânicas, geólogas e paleontólogas Luciana Witovisk, Luciana Carvalho, Andrea Costa, Maria Elizabeth Zucolotto, Eliane Guedes, Viviane Trindade e Taísa Souza espantou-se com a descoberta da existência de uma “escola de princesas”. A reação, com o fervilhar de “cursos de desprincesamento” pelo país, inspirou as pesquisadoras, que trabalham em uma área historicamente masculina. Conforme descrevem, para “mostrar às meninas que é possível ser mulher, trabalhar com ciência e fazer o que se sonha”, criaram o projeto “Meninas com ciência”, curso de extensão voltado para estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.
“A intenção é acolher a todas e mostrar que, para fazer ciência, é necessário ter a curiosidade infinita, espírito crítico, muita disciplina para os estudos e garra para enfrentar os rótulos que nos colocam”, explicam, em entrevista à reportagem. Com oficinas aos sábados, atividades práticas em geologia e paleontologia dividem espaço com discussões sobre a presença das mulheres na ciência, as dificuldades e os encantamentos da carreira. O curso já está em sua terceira edição, que será entre maio e junho de 2018, e a procura é tamanha que é realizado um sorteio online para distribuição das vagas.
As pesquisadoras citam o artigo “Crianças e conhecimento científico: produção de sentidos e marcas culturais“, de Guaraciara Gouvea, como um dos elementos que também motivou a criação do curso. Pela análise de 88 edições da coluna “Quando crescer, vou ser” da revista Ciência hoje para crianças, a pesquisa mostrou que os estereótipos de gênero eram continuamente reforçados. Grande parte das publicações mantém o título, texto, imagens e entrevistas com pesquisadores homens. “São poucas as entrevistas com mulheres nas áreas de ciências exatas e ciências da Terra. As meninas simplesmente não se veem representadas! As áreas cujo título, texto, imagens ou entrevistas referem-se às mulheres são as voltadas à saúde e educação, ou seja, áreas consideradas femininas”, explicam as pesquisadoras do Museu Nacional.
A representação do cientista divulgada para esse público gera indagações curiosas pelas participantes, conta a geóloga Eliane Guedes. “Muitas meninas perguntam sobre a vida de cientista, porque a família e os amigos falam que se elas estudarem e se tornarem cientistas nunca vão casar e vão acabar sozinhas. Mostro que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Conto que eu sou geóloga, cientista, tenho marido e filhos. Eu acho isso muito curioso”.
Com o sucesso da empreitada, as pesquisadoras decidiram torná-lo perene. “A cada turma que recebemos, aprendemos mais e percebemos que fazemos a diferença. As meninas se apropriam do museu, ele deixa de ser uma instituição longe da realidade e vira uma segunda casa. Cria-se um elo afetivo. As turmas são sempre 50% de meninas de escolas públicas e 50% de escolas privadas, que são separadas por um abismo econômico e social e se encontram aqui”.

A iniciativa de divulgação de ciência para jovens meninas foi abraçada pela comunidade do museu. “Isso ficou nítido quando solicitamos que nossos colegas “apadrinhassem ou amadrinhassem” uma cursista. A proposta era que comprassem um livro sobre mulheres cientistas para a “afilhada”. A adesão ampla e imediata mostrou que o curso também mobilizou vários outros setores”, conta a botânica Andrea Costa.
Em 2017, o projeto recebeu menção honrosa do 8º Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus. Dos 148 projetos inscritos de 18 países apenas duas menções honrosas foram para o Brasil. Também faz parte do banco Ibero Americano de Boas Práticas de Ações Educativas. A terceira edição do curso contará com a parceria da gerência de fomento à pesquisa da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Ciência para todas
Entre visitas guiadas ao museu e discussões sobre rochas, meteoritos e fósseis, meninas de diferentes backgrounds interagem e aprendem juntas. É expressivo o esforço do projeto em levar divulgação da ciência para meninas de baixa renda e contextos de vulnerabilidade. A organização ressalta a importância de famílias e professores da escola pública para a inscrição dessas jovens, e o trabalho conjunto entre esses atores é essencial. “O esforço feito por pais e mães para que as filhas pudessem fazer o curso me emocionou. Alguns passavam o dia inteiro no museu. A partir dessa observação, o museu começou a oferecer atividades paralelas, voltadas para as famílias das cursistas”, diz Andrea.
“Nosso grande desafio é conseguir manter turmas com 25 vagas para escolas privadas e 25 para escolas públicas. As meninas de escolas públicas dificilmente têm apoio em casa, ou por desinteresse/desaprovação dos familiares ou por problemas financeiros, pois não podem arcar com o transporte e a alimentação durante o curso. Há grande desistência após o sorteio. Para preencher as 25 vagas de meninas de escolas públicas, precisamos chamar mais de 40. Por isso, sonhamos em fornecer alimentação e transporte nas próximas edições”, conta Luciana Witovisk, paleobotânica e coordenadora da terceira edição do curso.

O formato mais adequado para despertar o interesse dessa faixa etária, bem como os temas de maior interesse têm sido investigados pela organização. As palestras são um formato de menor sucesso se comparadas às oficinas – somente 51% das participantes avaliaram como muito interessante o conjunto de palestras proferidas pelas pesquisadoras. Já a oficina melhor avaliada pelas cursistas, sobre meteoritos, foi considerada muito interessante por 93%. Em segundo lugar, sendo consideradas muito interessantes por 83% das cursistas, estiveram a oficina de rochas e minerais e a de paleovertebrados.
Polêmicas, críticas e a ciência que transforma e é transformada
Num mundo cada vez mais conectado, com extremismos, pós-verdade e fake news, como as cientistas abordam temas polêmicos como criacionismo e terraplanismo com seu público infantojuvenil? “Caso surgisse este tipo de questionamento, aproveitaria para explicar como a pesquisa científica é realizada, para que possam entender a diferença entre ciência e crença”, diz Luciana Carvalho, paleontóloga e também organizadora do curso.
“As meninas que participaram até agora se interessaram muito pela evolução da vida e do planeta”, adiciona Witoviski. “Ficam maravilhadas com os fósseis e “chocadas” quando eu mostro que a maior paleobotânica do Brasil era freira também e trabalhou lindamente com evolução! Aí sim, entramos em uma discussão sobre religião e ciência. Mostro que as duas não são necessariamente antagônicas. Podem andar paralelas, em paz”.
O sucesso e interesse pelo curso são tamanhos que muitas mães pedem a inclusão dos meninos no projeto. “O museu realiza muitas atividades de extensão, mas esta permanecerá exclusiva para meninas, já que a maior parte dos participantes (dos demais cursos) o ano todo é de meninos”, esclarece a coordenadora.
A posição reflete um esforço consciente em reduzir a desigualdade de gênero na educação e acesso à ciência. Segundo o Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação publicado pela Unesco em 2016, quase 16 milhões de meninas entre 6 e 11 anos nunca irão à escola – o número é duas vezes maior que o de meninos. E embora meninas se interessem por ciência na infância, esse interesse tende a ser desencorajado pela socialização que recebem e a se esvair até a vida adulta.
Suzana Petropouleas é economista e aluna da especialização em jornalismo científico no Labjor/Únicamp. Tem bolsa Mídia Ciência (Fapesp).
Monique Rached é bióloga e aluna da especialização em jornalismo científico no Labjor/Únicamp.
Fonte: http://www.comciencia.br/divulgacao-cientifica-para-o-publico-infantojuvenil/
Fonte: http://www.comciencia.br/divulgacao-cientifica-para-o-publico-infantojuvenil/
quarta-feira, 6 de março de 2019
42 - A energia e o homem - Ciências - Ens. Fund. - Telecurso
Vídeo 1 - NONOS ANOS - Geração de energia, forma de transmissão e impactos socioambientais
Os estudantes neste primeiro momento deverão demonstrar habilidades que levem em conta:
| 1 - Identificar e classificar diferentes fontes (renováveis e não renováveis) e tipos de energia utilizados em residências, comunidades ou cidades;
2 - Construir circuitos elétricos com pilha/bateria, fios e lâmpada ou outros dispositivos e compará-los a circuitos elétricos residenciais;
3 - Classificar equipamentos elétricos residenciais (chuveiro, ferro, lâmpadas, TV, rádio, geladeira etc.) de acordo com o tipo de transformação de energia (da energia elétrica para a térmica,
luminosa, sonora e mecânica, por exemplo);
4 - Classificar equipamentos elétricos residenciais com base no cálculo de seus consumos efetuados a partir dos dados de potência (descritos no próprio equipamento) e tempo médio de uso;
5 - Propor ações coletivas para otimizar o uso de energia elétrica em sua escola e/ou comunidade, com base na seleção de equipamentos segundo critérios de sustentabilidade (consumo de energia e eficiência energética) e hábitos de uso;
6 - Discutir e avaliar usinas de geração de energia elétrica (termelétricas, hidrelétricas, eólicas etc.), suas semelhanças e diferenças, seus impactos socioambientais, e como essa energia chega e é usada em sua cidade, comunidade, casa ou escola;
|
ATIVIDADE 1, PARA OS NONOS ANOS 2019
RECEBER INSTRUÇÕES EM SALA DE AULA.
domingo, 24 de fevereiro de 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
POWER - O PODER POR TRÁS DA ENERGIA.
VÍDEO 2, PARA OS NONOS ANOS - PARA SE FUNDAMENTAR
A energia: questões sócio-históricas locais e globais por trás desse tema (conhecimento científico), que devem se antecipar, antes de compreende-lo de forma "inocente, despretensioso e neutro".
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
As diferentes formas de produção de energia elétrica e o impacto ambiental.
VÍDEO 3, PARA OS NONOS 2019 - PARA MELHOR SE FUNDAMENTAR, VÍDEO-TRABALHO ESTUDANTIL.
Entramos nas TURBINAS de ITAIPU! #Boravê ��Manual do Mundo
Vídeo 4- NONOS ANOS - Energia gerada em ITAIPU - PARA MELHOR SE FUNDAMENTAR
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
A miopia através dos óculos da cultura digital e da meta estatística do IDEB em 2022
A BNCC propõe ao educador brasileiro que a cultura digital vem promovendo na contemporaneidade mudanças sociais
significativas
(BRASIL, 2017).
E o que é essa tal cultura?
Em princípio, a informação mais acessível e tecnologias em constantes
atualizações por meio de comunicações multimídias digitalizadas e
computadorizadas entre os seres humanos, numa rede que passou a se chamar de ciberespaço, são inegavelmente vistas como
positivas nos processos de ensino-aprendizagem. Resumidamente, e categorizando
o complexo, usa-se a expressão Tecnologias da Comunicação e Informação
Digital (TICD) como protagonista do ser denominado cibercultural. Tem-se, então, a cibercultura com suas práticas sociais
virtualizadas. Mas, antes do deslumbre tecnologizador, deve-se ter bem claro que
a tal cibercultura é protagonizada pela TICD computadorizada. Quer dizer, possui
autor (s), geralmente do gênero masculino, eurocêntrico, com metas e objetivos, e
atua no mundo real com práticas sociais concretas.
E isto, numa visão bem crítica-estruturalista! Porém, microficamente falando em favor das comunidades diversas e específicas do Brasil na escola pública, e num recorte limitado que não deixe de antever as influências/contribuições orgânicas no âmbito global, o cibercidadão historicamente silenciado e marginalizado como "diferente cultural" terá condições de protagonizar efetivamente suas ações em buscas de melhorias em sua própria comunidade? Claro que não, pois a meta do Brasil é que em 2022 o/a estudante, mediante o IDEB atinja uma nota medial de 6,0! Esse fato legitimaria o nosso país como aquele de primeiro mundo, pois essa média é a mesma dos países propalados como desenvolvidos. Percebe-se aí que não se quer saber se a estatística é míope para os conflitos e outras situações de relevância social. O interesse é numérico e não humano e solidário.
É neste sentido que vejo que os Projetos Políticos Pedagógicos das nossas escolas devam possuir metas não apenas destinadas aos exames estatísticos governamentais, mas às realidades concretas comunitária e focando em problemas de relevância social.
MEC ABRE INSCRIÇÃO PARA CURADORES DA PLATAFORMA INTEGRADA DE RECURSOS EDUCACIONAIS
MEC ABRE INSCRIÇÃO PARA CURADORES DA PLATAFORMA INTEGRADA DE RECURSOS EDUCACIONAIS
MEC ABRE INSCRIÇÃO PARA CURADORES DA PLATAFORMA INTEGRADA DE RECURSOS EDUCACIONAIS
Este curso tem o objetivo de trazer uma formação em curadoria de recursos educacionais digitais (REDs) nas áreas de Linguagens, Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza. Serão disponibilizadas vagas para professores da rede pública de ensino em efetivo exercício da função, cujas escolas estejam cadastradas no Censo Escolar de 2017, e interessados em fazer a curadoria dos recursos ambientados na Plataforma de Recursos Educacionais Digitais do MEC.
No momento da inscrição, os/as interessados/as deverão selecionar a escola a qual estejam vinculados, anexando documento comprobatório de experiência com o uso de recursos educacionais digitais, no ambiente escolar. Àqueles/as professores/as que já possuem cadastro no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (AVAMEC), devem verificar se informaram a escola onde atuam, no campo correspondente.
O curso terá duração de 4 meses, com início previsto para fevereiro de 2019.
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