domingo, 16 de setembro de 2012

Alunos com baixa renda terão cota no próximo vestibular da UFPA



Alunos com baixa renda terão cota no próximo vestibular da UFPA

Esta é a sexta cota adotada pela federal paraense.
Das mais de 8 mil vagas ofertadas, 1.021 são para cotistas.

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A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou nesta quinta-feira (13) a criação de um novo tipo de reserva de vagas: a cota renda. A medida obedece a nova legislação que regulamenta as cotas no país e reserva 25% das vagas nas universidades públicas a estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública de ensino e que tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.
O edital do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da universidade já está disponível para consultas no site da instituição e as inscrições começam na próxima quarta-feira (19). Este ano, ao todo serão ofertadas 8.569 vagas, sendo que 1.021 delas destinada ao sistema de cotas da instituição. 
A partir de 2013, há seis tipos de cotas na UFPA. Três delas criam vagas a mais. Quilombolas, indígenas e portadores de deficiência concorrem a 895 vagas exclusivas que são criadas quando candidatos são aprovados no concurso. Sendo, duas para os dois primeiros grupos que são selecionados por editais especiais com provas específicas e uma vaga destinada aos portadores de necessidades especiais (PNE) que participam da mesma prova aplicada aos demais candidatos.
Estudantes de escola pública de famílias que ganham até um salário mínimo e meio terão acesso facilitado á UFPA. (Foto: Karol Kaledh / UFPA)Estudantes de escola pública de famílias que ganham até um salário mínimo e meio terão acesso facilitado á UFPA. (Foto: Karol Kaledh / UFPA)
Há ainda dois cursos de bacharelado ofertados anualmente que são destinados especificamente á quilombolas, indígenas, moradores de assentamentos e/ou ribeirinhos. As graduações em Educação no Campo e Etnodesenvolvimento ofertam, juntas, outras 126 vagas.
CotaPercentual
Cota escola
Cota cor
Cota escola renda
Cota cor renda
A parte do sistema de cotas
22% 
15%
8%

5%
50%
 As outras três cotas da federal paraense criam reserva de vagas nos cursos ofertados e garantem que 50% dos ingressantes na universidade sejam oriundos da rede pública de ensino. Desde 2008, a UFPA já adotava a cota escola e a cota cor. A primeira reserva metade do total de vagas para candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas da rede pública. Enquanto a segunda garante que 40% destas vagas, ou seja, 20% do total das vagas anuais, sejam preenchidas por estudantes da rede pública que se autodeclaram negros ou pardos.
“A novidade trazida pela lei é que, tanto em relação à cota escola, quanto em relação a nossa cota cor, 25% destas vagas passarão a ser reservadas para estudantes pertencentes a famílias cuja renda per capita não ultrapasse 1,5 salários”, detalha a Marlene Freitas, pró-reitora de Ensino de Graduação (Proeg) da UFPA. 
A nova regra muda os percentuais ofertados para cada grupo de cotistas a cada ano. De tal modo, no próximo vestibular o correspondente a 22% das vagas serão destinadas aos alunos da rede pública por meio da chamada cota escola; 8% são voltadas para a cota escola renda, ou seja, aos alunos que além de serem estudantes da rede pública também tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo.
Em relação a cota cor, a universidade reserva 15% das vagas aos alunos que além de serem de escolas públicas, se autodeclaram negros ou pardos e outros 5% são reservadas para a cota cor renda, ou seja, serão preenchidas por estudantes que estudaram todo o ensino médio na rede pública, se autodeclaram negros ou pardos e possuem renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita. “Esses percentuais são aproximados, já que, na verdade, o cálculo é feito a partir de cada curso”, explica Marlene Freitas. 
Professores indígenas formados devem garantir ensino bilíngue em aldeias no oeste do Pará. (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)Como os indígenas, quilombolas também terão duas vagas específicas em cada curso ofertado. (Foto: Alexandre Moraes/UFPA)
InscriçõesA prova da UFPA, agendada para o dia 9 de dezembro, corresponde à segunda fase do concurso que garante uma vaga no ensino superior da Federal Paraense. A primeira fase do Processo é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), agendado para os dias 3 e 4 de novembro. O candidato que não tiver realizado inscrição no Enem 2012 terá sua inscrição rejeitada no Processo Seletivo da UFPA.
Para se inscrever no PS 2013, o candidato deverá preencher o formulário eletrônico com sua opção de curso, língua estrangeira e a cidade de realização da prova. Efetuado o preenchimento, o sistema gera o boleto bancário para o pagamento da taxa de R$ 50. A data limite para esse pagamento é o dia 11 de outubro. A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição pelo Banco do Brasil. 

Motor consome dendê, e não diesel

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Motor consome dendê, e não diesel
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Ricardo Pereira (à dir.) e o professor Manoel Nogueira:
uso do óleo de palma produz menos impacto ambiental

por Pedro Fernandes / Agosto 2012
foto Alexandre Moraes

O uso de óleos vegetais in natura como combustível de motores diesel tem se intensificado no Brasil. O grande potencial de cultivo de oleaginosas no País, sobretudo na Amazônia, favorece a substituição do óleo diesel, combustível poluente, pelo óleo vegetal, fonte renovável de energia. Diante deste cenário, o mestrando Ricardo da Silva Pereira, da Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolveu a Dissertação Avaliação e Desempenho de Motor de Injeção Indireta Consumindo Óleo de Palma in Natura, defendida pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEM) da UFPA, área de concentração "Térmica e Fluidos".
Sob a orientação do professor doutor Manoel Nogueira, o pesquisador testou um motor de injeção indireta consumindo óleo de palma in natura e comparou os resultados a uma base de informações referentes ao desempenho do óleo diesel. A proposta do trabalho é utilizar óleo de palma (dendê) in natura como combustível de motores de injeção indireta e avaliar se o uso de óleo natural promove um bom desempenho da máquina, bem como se ameniza o impacto ambiental causado pelo emprego do óleo vegetal em motores de injeção direta.
"Tive que fazer uma revisão bibliográfica para saber dos trabalhos que já existiam. A maioria das pesquisas que encontrei utilizava motores de injeção direta. Nesse tipo de motor, o óleo é pulverizado diretamente na câmara de combustão", explicou o pesquisador. "Para melhorar a eficiência do motor funcionando com óleo vegetal, os trabalhos já desenvolvidos mostram a viabilidade do uso de motores de injeção indireta. Por isso, nós mudamos o tipo de injeção para ver se melhora a qualidade da queima do combustível, do óleo vegetal."
O óleo de palma pode ser usado como combustível, sem precisar sofrer processos químicos relevantes. Ele precisa somente de filtragem e neutralização, dois processos simples, segundo Ricardo. Todavia o uso do óleo de palma in natura em motores diesel de injeção direta também possui alguns problemas. Entre eles, a alta de viscosidade do óleo de palma à temperatura ambiente e a demanda por maior tempo de combustão, comparado ao óleo diesel, na mesma temperatura, aponta o estudo. O primeiro problema foi resolvido preaquecendo o óleo vegetal, com o auxílio de uma resistência térmica, antes de injetá-lo no motor.  O segundo, mantendo a temperatura dentro da câmara de combustão alta, de modo a acelerar a queima do combustível.

Desafio é fazer o equipamento trabalhar por mais tempo

Apesar dos obstáculos, o uso de óleo de palma em motores diesel de injeção indireta mostra-se viável, em especial para o suprimento de energia elétrica em localidades isoladas. Antes dos testes, foram feitas em laboratório a caracterização energética e a análise elementar do óleo diesel e do óleo de palma. Os ensaios foram da seguinte maneira: primeiro, foi usado um motor de injeção indireta (Hyundai), acoplado a um gerador, consumindo óleo diesel; em seguida, trocou-se o óleo diesel por óleo de palma in natura. Essa mudança também foi feita usando um motor de injeção direta (Cummins).
O trabalho observou as diferenças percentuais absolutas desta troca de combustível para os dois motores. As características físicas dos motores não foram consideradas, apenas a troca de diesel para óleo vegetal. Os testes para os grupos geradores, motor e gerador, foram realizados para diferentes percentuais da carga máxima do gerador, 100%, 85% e 75%. A comparação do desempenho dos motores foi feita pelas emissões dos gases produzidos (CO, CO2, NOx), pela temperatura dos gases de escape (medida na saída do cilindro do motor), pela potência gerada, pela vazão de combustível, pelo consumo específico de combustível e pelo rendimento para os dois motores.
"Levando em consideração as diferenças entre o diesel e o óleo vegetal no motor de injeção direta e no motor de injeção indireta, foi provado que o motor de injeção indireta tem o potencial de funcionar melhor. Mas há a necessidade de algumas adaptações no motor. Esse foi o primeiro diagnóstico a que chegamos, ou seja, o motor de injeção indireta é bom. Mas ele ainda não está preparado para funcionar de forma adequada com o óleo vegetal. Então, a ideia é desenvolver ainda mais a tecnologia para adequá-la, de forma permanente, à realidade do óleo vegetal", esclarece o pesquisador.
"A ideia é boa, mas o problema é que, no motor, o sistema de alimentação tem que ser adaptado. Por exemplo, se nós pegarmos o óleo vegetal agora e colocarmos dentro de um motor a diesel, vai funcionar. Mas logo vai parar. Por isso, temos que modificar as variáveis de funcionamento do motor para que ele consiga trabalhar com o óleo vegetal à baixa potência e por muito tempo", acrescenta Manoel Nogueira.

Com produção local, custo do combustível pode ser menor

Em 2010, ainda em fase de elaboração, o trabalho foi aplicado no município de Igarapé-Açu do Moju, localidade do Alto Moju, no Pará. A tecnologia foi instalada no local para gerar energia elétrica e atender a demanda de 56 famílias. A central foi mantida em funcionamento durante um mês e trabalhava das 18h às 23h30, consumindo apenas óleo de palma. "Nós adotamos o dendê, porque é uma oleaginosa abundante na região. Mas a ideia é usar qualquer óleo vegetal", afirmou o professor Manoel Fernandes. "Produzir óleo vegetal é uma coisa relativamente simples. A semente é esmagada, o óleo é extraído e filtrado. Tem-se o combustível. Ele pode ser usado em motores de barco, no carro e na geração de energia elétrica", explicou.
Hoje, o dendê é extraído no interior do Estado, levado para a capital, transformado e misturado com diesel. Retorna às comunidades como biodiesel, por um valor mais alto do que se fosse produzido e comercializado por elas mesmas. Nesse sentido, se aplicada em tais localidades, a tecnologia elaborada pelo pesquisador pode incentivar a produção local e diminuir o custo do combustível, encarecido pela logística do transporte e pela tecnologia sofisticada de produção de biodiesel. Além disso, com essa nova tecnologia, não mais seria necessário transformar o óleo de palma em biodiesel (processo de transesterificação).
Por ter um ciclo de produção de gases de efeito estufa próximo a zero (o carbono emitido é absorvido pela oleaginosa durante o seu crescimento), o óleo de palma é uma alternativa energética benéfica ao meio ambiente. O óleo diesel, além disso, contém o enxofre, um dos principais agentes de poluição da natureza. "A ideia é diminuir o consumo de derivados do petróleo", disse Ricardo Pereira.
O objetivo do trabalho ainda não foi totalmente alcançado. Até então, conseguiu-se fazer o motor trabalhar a 70% de sua potência nominal. A meta é baixar para 50%, limite da aplicação comercial do motor.

ITEC desenvolve filtros para monitorar rios

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Filtros foram desenvolvidos em múltiplas camadas,
obtidas a partir de material reciclado

por Mayara Albuquerque / Agosto 2012
foto Alexandre Moraes


Desenvolver filtros com a função de promover o biomonitoramento da qualidade da água dos rios, estimular a conscientização ambiental e aplicar os conhecimentos técnicos na busca de soluções para o meio ambiente. Esses são os objetivos do Projeto "Desenvolvimento de Filtros Integrantes e Eco-Barco para o Biomonitoramento da Água dos Rios", desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará, sob a coordenação da professora Carmem Gilda Dias. O Projeto integra atividades das Faculdades de Engenharia Naval, Engenharia Mecânica e Engenharia Sanitária e Ambiental da UFPA.
A poluição da água é a modificação das características de um ambiente pela adição de substâncias ou formas de energia que alteram sua natureza, de forma a prejudicar seu uso, a vida e o bem-estar de todos os seres vivos. Atualmente, uma grande quantidade de materiais pós-consumo e combustíveis de embarcações são lançados diariamente nos rios. Os impactos no ecossistema aquático aumentaram nos últimos anos com o uso indiscriminado de alguns produtos, como detergentes, pesticidas, aditivos, plásticos, entre outros. Outros fatores que comprometem o ambiente hídrico são o crescimento populacional, o processo de urbanização desordenada e a deficiência dos serviços de saneamento básico.
Com o objetivo de usar o conhecimento adquirido na Universidade para mudar essa realidade, o Projeto "Eco-Barcos para Educação Ambiental" propõe a reciclagem dos materiais pós-consumo para transformá-los em embarcação de coletas de resíduos sólidos. Assim, o eco-barco é construído a partir de garrafas PET, latinhas de cerveja e de refrigerante. A base para sua construção e o grande diferencial do produto são a técnica de roto-moldagem, que reprocessa polímeros e outros materiais reciclados. A embarcação é a primeira, no Brasil, construída com essa técnica. O trabalho também propõe promover a conscientização ecológica de quem mora na Região Metropolitana de Belém, para evitar o despejo de resíduos sólidos nos rios da região.

Pesquisa seleciona no próprio lixo elementos filtrantes

Atuando no Projeto, a estudante Ana Paula Soares desenvolveu sua pesquisa de mestrado com a perspectiva de fornecer para o eco-barco filtros que pudessem fazer o biomonitoramento da água dos rios, fazendo a integração entre as comunidades acadêmica, ribeirinha e estudantil. De acordo com a professora Carmen Gilda, os filtros foram constituídos por múltiplas camadas de elementos filtrantes com características seletivas.
"Um dos graves problemas que encontramos em nossos rios é em relação à contaminação de óleos e graxas despejados pelas embarcações. Se estamos preparando embarcações com a função de preservar o meio ambiente, por que não destinar algumas embarcações para fazer a limpeza dos óleos e graxas e, ao mesmo tempo, conscientizar a população? Foi essa a ideia que incitou este Projeto," explica a professora.
Os filtros são desenvolvidos pela equipe no Laboratório de Engenharia Mecânica da UFPA e sua arquitetura é constituída por um conjunto de funções, entre as quais, estão a conservação da fauna de macroinvertebrado e a remoção dos sólidos e líquidos viscosos. Ele foi desenvolvido em múltiplas camadas, obtidas a partir de materiais reciclados de embalagens pós-consumo, polietileno e celulose e argilominerais naturais.
Segundo Ana Paula Soares, as fibras de celulose são obtidas por meio da polpa da madeira e de outras fontes naturais. Para a construção dos filtros, o grupo usou as fibras contidas em embalagens cartonadas multicamadas, que são constituídas por três matérias-primas: estruturação de celulose, lâminas de alumínio e filmes poliméricos. Ela explica que a celulose é o composto responsável pela retenção dos óleos devido a sua compatibilidade química. Os polímeros, como o polietileno, o polipropileno e o poliestireno, são amplamente utilizados como matéria-prima para embalagens poliméricas (filmes plásticos metalizados) e apresentam algumas propriedades, como alta resistência ao impacto, baixo custo, excelente processabilidade, além de serem inertes a muitos produtos químicos e terem sido utilizados para dar resistência aos filtros, protegendo a celulose.
De acordo com a pesquisadora, esses compósitos foram escolhidos devido a suas características seletivas e, de acordo com a sua formulação, conseguem identificar, em meio a inúmeras substâncias, aquela na qual  o grupo esteja interessado, ou seja, são utilizadas substâncias que reagem de acordo com o que se quer detectar, filtrar ou imobilizar, neste caso, graxas e óleos nocivos ao meio ambiente aquático.
"O acelerado crescimento, sem condições adequadas de habitação e saneamento básico, tem prejudicado excessivamente a água dos nossos rios. Alguns estudos citados já comprovam o elevado índice de poluição existente, por exemplo, no rio Tucunduba. A nossa intenção é pegar tudo aquilo que iria para o lixo e transformar em elementos filtrantes e filtros, transformando este material reciclável em bens para a própria comunidade", explica.

Atividades de extensão envolvem educação ambiental

Além do desenvolvimento dos filtros, o Projeto propõe a conscientização da população que tem contato diariamente com os rios. As atividades estão vinculadas às atividades de extensão dos cursos de Engenharia Sanitária e Ambiental. Segundo a coordenadora, os alunos trabalharam com a comunidade Porto do Açaí, na Baía do Guajará, em Belém, mostrando como fazer a destinação adequada do lixo. "Fizemos um trabalho com a comunidade, mostrando como deve ser feito o tratamento adequado do lixo produzido, ressaltando a importância da preservação da água para a vida da população," explica Carmen Gilda.
Durante a ação no Porto do Açaí, a equipe testou, também, os filtros para coletar dados em relação à sua eficiência, que foi comprovada. Segundo a professora, a ideia é que os eco-barcos equipados com os filtros sejam doados para que a comunidade possa utilizá-los na preservação dos rios. O Projeto "Desenvolvimento de filtros integrantes e eco-barcos para o biomonitoramento da água dos rios" foi desenvolvido no período de 2008 a 2011 e já iniciou novos planos para o futuro.
Utilizando o mesmo processo de roto-moldagem, o grupo pretende fazer filtros para o tratamento de outros tipos de rejeitos encontrados nos rios, como os metais contaminantes. "Nossa universidade tem um diferencial geográfico em relação às outras, os nossos rios. Devolver o conhecimento para a população preservando o que é nosso é um orgulho," conclui a professora Carmem Gilda.
O "Eco-Barcos" é financiado pelo CNPq e tem como colaboradores o ETPP, CEFETPA, IBAMA, POEMATEC, PROEX, FAPESPA, VALE e COPALA. Informações: 3201-7324.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

REPASSANDO:
05/09/2012 Inscrições prorrogadas para o Prêmio Jovem Cientista
As inscrições para o XXVI Prêmio Jovem Cientista, realizado pelo Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com apoio da Fundação Roberto Marinho, da Gerdau e da GE, foram prorrogadas até 21 de setembro.
O prêmio, que esse ano tem como tema “Inovações tecnológicas nos Esportes”, concede aos primeiros lugares em cada categoria valores em dinheiro, além de bolsas de estudo no CNPq.
Para maiores informações sobre como participar do prêmio, acesse: www.jovemcientista.cnpq.br.

Mais informação em: http://febrace.org.br/imprensa/noticia/263/

sábado, 8 de setembro de 2012

REPASSANDO: Ranking coloca UFPA entre as melhores universidades do Brasil


Ranking coloca UFPA entre as melhores universidades do Brasil

Recentemente, foi divulgado o "Ranking Universitário Folha" (RUF), uma listagem inédita das universidades brasileiras, elaborada de acordo com a qualidade das instituições. Para chegar à classificação, foram utilizados indicadores de pesquisa e de inovação e opinião do mercado de trabalho e de pesquisadores renomados. Na avaliação, a Universidade Federal do Pará (UFPA) ficou na 24ª posição entre as 191 instituições analisadas. O resultado foi recebido com ânimo pelos membros da Instituição, inclusive pelo reitor Carlos Maneschy.
Para a pró-reitora de Ensino de Graduação, Marlene Freitas, o resultado do "Ranking" é condizente com o trabalho que a UFPA vem fazendo. “Considero que estamos relativamente bem situados, embora creia que a nossa situação pode ser até mais vantajosa que aquela revelada, de qualquer modo, o resultado é motivo de alegria. Nós temos um nível de qualificação docente bastante elevado, a UFPA tem uma liderança entre as suas congêneres da região, não só no nível de qualificação docente, como também em pesquisa e tecnologia, tanto no âmbito da graduação como no da pós-graduação”, disse a professora, a qual também afirma que tudo isso reflete no produto da Universidade, este produto é o número de egressos que ela consegue encaminhar ao mercado de trabalho.
Trabalho árduo – “Não existe uma universidade ideal, nós enfrentamos uma série de problemas diariamente, mas essa é uma construção contínua e é um dever nosso seguir em frente”, diz a pró-reitora. Quanto ao resultado, Marlene consegue vê-lo como um reflexo do trabalho que os professores realizam, do nível da produção acadêmica e científica e das relações com a comunidade, de um modo geral, seja a comunidade mais vulnerável, do ponto de vista econômico, ou mesmo da relação com o mundo empresarial.
A professora afirma que, de modo geral, há um bom olhar sobre a UFPA. “Posso dizer que, por exemplo, nas seleções para pós-graduação, seja no Estado, seja fora dele, são raros os casos que os alunos daqui não conseguem seus objetivos.”
Marlene Freitas destaca que ainda há muito a se fazer nesse trabalho contínuo de melhorar a qualidade de ensino e de formação, de fazer com que o professor descubra como é importante a adoção de novas tecnologias, apropriando-se das tecnologias de informação e comunicação para que sejam cada vez mais bem conduzidas. “Nós, como pró-reitoria de Graduação, temos insistido nisso, a tal ponto que criamos um Programa de Formação Continuada para que o professor esteja sempre preparado e para que mantenha essa sede por inovação permanente”, diz a pró-reitora.
Interiorização – Segundo Marlene Freitas, o Programa de Interiorização é um dos contribuintes para o crescimento da UFPA. “A Universidade cresceu de uma forma surpreendente. O Programa surgiu há mais de 25 anos e foi uma estratégia revolucionária, pois, se não fosse isso, hoje, não teríamos os campi consolidados, fazendo ensino, pesquisa e extensão na graduação e pós-graduação. Hoje, temos campi com mestrado e doutorado.”
“A Federal do Pará tem 11 campi no Estado, os quais descentralizam a oferta de cursos e promovem a criação de novas universidades, como o Campus de Marabá, que está para se tornar a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará", diz o reitor Carlos Edilson de Almeida Maneschy.
Pesquisa - Quem também não possui dúvidas de que a UFPA está entre as melhores universidades do Brasil é o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Emmanuel Tourinho.  “Este "Ranking" é uma referência interessante, pois nos leva a olhar para os nossos indicadores e vermos o que podemos fazer para melhorar”, afirma.
A questão da pesquisa foi levada em conta na construção do "Ranking" como um dos indicadores. “A pesquisa científica, aqui, é cada vez mais forte em todas as áreas do conhecimento, e isso tem refletido inclusive na expansão da pós-graduação. Para se ter ideia, em três anos, foram abertos 24 cursos de mestrado e doutorado. Isso mostra o amadurecimento muito rápido da pesquisa, não só na capital, como também no interior. Além disso, nossos grupos de pesquisa são muito internacionalizados, temos muitas cooperações com instituições do mundo inteiro. “Esse salto na pesquisa, com certeza, colaborou para esta boa colocação na UFPA”, considera o pró-reitor.
Texto: Yuri Coelho – Assessoria de Comunicação
Fotos: Alexandre Moraes

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA: PESQUISA APONTA CONTRIBUIÇÕES DA MÍDIA TELEVISIVA ESTRUTURANDO IDEIAS SOBRE A BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA


BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA:


Que ideias as pessoas - particularmente os estudantes paraenses do ensino médio - têm apresentado sobre a Biodiversidade Amazônica quando assistem diversos programas na Televisão Aberta (BAND, SBT, GLOBO, RECORD)?

A "revista Artifícios - revista do diferente" da  Universidade Federal do Pará e  do Instituto de Ciências da Educação publicou os resultados de uma investigação que aponta as contribuição da mídia de televisão aberta sobre as concepções relativas a BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA presente nas ideias dos estudantes do ensino médio.

Esta investigação é de minha autoria e apresenta o título:

A MÍDIA TELEVISIVA FAVORECENDO A APRENDIZAGEM DE CONCEPÇÕES SOBRE BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA: IMPLICAÇÕES PARA O CONTEXTO DA SALA DE AULA DE CIÊNCIAS/BIOLOGIA
Valdir Fonseca Barros

Revista do Difere - ISSN 2179 6505, v. 2, n. 3, ago/2012
http://www.artificios.ufpa.br/

Acesso ao artigo:
http://www.artificios.ufpa.br/Artigos/a%20Valdir%20Barros.pdf

terça-feira, 28 de agosto de 2012

AMBIENTAL - PESQUISA FLORESTA E ESCOLA

MAPA CONCEITUAL DA INVESTIGAÇÃO QUE ESTÁ SENDO REALIZADA COM OS ESTUDANTES DA COMUNIDADE DO CARUARU EM MOSQUEIRO- A Floresta e a Escola: construindo um projeto para educação que “deveria ter sido feito” na Amazônia do século XXI.
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Nesta fase da investigação, por meio de questionário aberto, solicitamos aos estudantes residentes do Caruaru (comunidade distante 45 min via fluvial), comunidade do distrito do Mosqueiro, que expressassem opinião sobre a adaptação da comunidade as condições naturais da floresta, e o uso de seu recursos para fins alimentícios e comerciais. O resultado está resumido no mapa conceitual abaixo. O mesmo será apresentado em um seminário ambiental que ocorrerá no auditório da escola Honorato Filgueiras no fim de setembro.

PESQUISA ESCOLAR: APROVEITAMENTO DA ÁGUA DA CHUVA. SUGESTÃO PARA A TURMA 104/N

Muito prazer, Sexo sem DST


AOS TEMAS INVESTIGATIVOS QUE ABORDAM O TEMA: DST
É possível RECONHECER
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) costumam aparecer como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST são de fácil tratamento e rápida resolução.
Outras têm tratamento mais difícil ou persistem ativas, apesar da sensação de melhora.
Fique atento ao seu corpo. Se perceber algo diferente, procure ajuda profissional.
É preciso TRATAR
O tratamento das DST melhora a qualidade de vida da pessoa e interrompe a cadeia de transmissão. Além disso, diminui o risco de infecção pelo vírus da aids, pois as feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV no organismo.
Mas o tratamento incorreto pode piorar a situação. Por isso, procure sempre um profissional de saúde e evite a automedicação.
É bom ALERTAR
Descobriu uma DST e não sabe como dizer ao seu parceiro?
Mande um de nossos cartões virtuais.
É fácil, rápido e você não precisa se identificar.
Depois disso lembre-se: sem camisinha, nunca mais.
REPASSANDO PELO SITE:

REPASSANDO: Propesp prorroga inscrições para premiação do CNPq

REPASSANDO:

Propesp prorroga inscrições para premiação do CNPq

Foram prorrogadas, até esta terça-feira, 28, as inscrições de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) para o Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica 2012, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Podem se inscrever, por meio da Diretoria de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), alunos da Instituição com bolsas Pibic ou Pibiti, referentes às Iniciações Científica e Tecnológica.
Como participar – Para concorrer, basta ser bolsista de Iniciação Científica ou Tecnológica, com, pelo menos, 12 meses de bolsa, em processo de renovação 2012-2013. Ex-bolsistas não podem participar. O Prêmio se divide em três categorias: Bolsista de Iniciação Científica, Bolsista de Iniciação Tecnológica e Mérito Institucional. Esta última é dedicada às instituições que tenham bolsistas Pibic e Pibiti inscritos.
A ficha de inscrição do evento deve ser preenchida e entregue junto com a documentação exigida pelo CNPq, até as 17 horas desta terça, na Diretoria de Pesquisa da Propesp, localizada no prédio da Reitoria, Campus Básico da UFPA, bairro Guamá. A documentação envolve relatório final do trabalho, no período entre julho de 2011 e julho de 2012; histórico escolar; resumo do relatório final; carta de recomendação do orientador e versão atualizada do CurrículoLattes do bolsista.
Confira o regulamento, com todas as especificidades, e mais detalhes sobre como participar do Prêmio.
Presença paraense – Para o diretor de Pesquisa da Propesp, professor Antonio Carlos Vallinoto, a participação dos bolsistas e a seleção dos trabalhos enviados pela UFPA prezam pela qualidade. “A nossa avaliação é sempre voltada a conseguir os melhores trabalhos. A cada ano, a nossa produção científica ganha em excelência, e este Prêmio reflete este sucesso”, diz Vallinoto, referindo-se ao sucesso da Instituição nas edições de 2010 (3º lugar, na área de Ciências Biológicas) e 2011 (1º lugar, na área de Ciências Exatas e da Terra). Cada universidade só pode enviar um trabalho por área.
Quanto à inclusão da categoria voltada à produção tecnológica, o professor acredita ser um grande estímulo a um setor forte, no âmbito da graduação na UFPA. “Assim, foi com as bolsas de Iniciação Científica. Nos anos 90, eram 60 bolsas. Hoje, são mais de 1.000. Com o tempo, aprimoramos nossas técnicas e buscamos renovação, e este Prêmio serve como um grande incentivo à formação acadêmica, no campo da produção tecnológica.”
O Prêmio – Surgiu em 2003, como um incentivo à produção de ciência nas universidades, contemplando as instituições que atingiram as metas do Programa de Iniciação Científica, PIBIC. Em 2012, o evento abre espaço para uma nova categoria, “Bolsista de Iniciação Tecnológica”, valorizando uma área rica em produções acadêmicas. O Prêmio conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A premiação da edição 2012 será realizada na próxima Reunião Anual da SBPC, prevista para julho de 2013, em Pernambuco.
Mais informações no site do Prêmio.
Texto: Gustavo Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

REPASSANDO: Ciência sem Fronteiras abre inscrições para mais de 30 áreas estratégicas


Ciência sem Fronteiras abre inscrições para mais de 30 áreas estratégicas

Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido. Já se imaginou conhecendo a cultura de um desses países e estudando nas melhores universidades mundiais? A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) da Universidade Federal do Pará (UFPA), conjuntamente com a Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) e a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) acabam de lançar o edital do Programa Ciência sem Fronteiras (PCsF) para intercâmbio cultural de estudantes de graduação em universidades estrangeiras. Confira aqui.
O PCsF busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. O edital lançado pela UFPA deve pré-selecionar candidatos para as chamadas públicas disponibilizadas pela Capes e CNPq no endereço do Ciência sem Fronteiras, de acordo com o cronograma das universidades de cada um dos sete países participantes,. A graduação sanduíche nestes países deve iniciar a partir de janeiro, julho ou setembro de 2013.
Inscrições - A inscrição deve ser realizada pelo candidato na página eletrônica do PCsF, no formulário online correspondente à Chamada Pública de interesse. Além disso, o candidato deve entregar na Propesp cópias dos documentos descritos no edital da UFPA. Os estudantes devem estar atentos à abertura das chamadas. Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPA, professor Emmanuel Tourinho, “os prazos são muito curtos, com a maioria das inscrições encerrando-se no dia 14 de setembro. Além disso, há muitos detalhes das datas e exigências para cada país, o que significa que os alunos vão precisar ser informados e estimulados para submeter as candidaturas”. No item 8 do edital conjunto, é possível ter acesso ao calendário detalhado dos prazos importantes de inscrições para cada país.
Para concorrer, o estudante deve estar matriculado em cursos das seguintes áreas estratégicas do programa: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra; Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e Tecnologias da Informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos;  Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Biotecnologia; Nanotecnologia e Novos Materiais; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Biodiversidade e Bioprospecção; Ciências do Mar; Indústria Criativa (arquitetura, design, software, jogos de computadores, cinema, vídeo, fotografia, música, artes, televisão, conteúdos digitais, editoração e publicação eletrônica);  Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; Formação de Tecnólogos, nas áreas e temas listados nos itens anteriores; além de ter integralizado no mínimo 20% e, no máximo, 90% do currículo previsto para seu curso, no momento do início previsto da viagem de estudos, entre outros requisitos constantes no edital.
Regras e concessões - Segundo o edital conjunto, a pré-seleção de candidatos pela UFPA será realizada sob a responsabilidade da Propesp, da Prointer e da Proeg, a quem caberá também avaliar e homologar as candidaturas. O PCsF atenderá a demanda aprovada pela Federal Paraense, dependendo de sua disponibilidade orçamentária e da possibilidade de absorção das candidaturas pelas universidades estrangeiras. A instituição de destino do aluno será definida pelo PCsF, considerada a sua área de formação e a oferta de vagas pelas instituições estrangeiras. O aluno selecionado será beneficiado com bolsa de estudo, pagamento de taxas escolares, seguro saúde, alojamento e alimentação, passagens aéreas ou auxílio deslocamento e auxílio instalação.
Para mais informações, acesse aqui o edital.
Serviços:
Diretoria de Pesquisa - Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.
Prédio da Reitoria, 2º Andar.
Telefones: (91) 3201-7953, (91) e (91) 3201-7657.
E-mails: vallinoto@ufpa.br, dpq_pesquisa@ufpa.br
Home Page: www. propesp.ufpa.br
Pró-Reitoria de Relações Internacionais.
Prédio da Reitoria, 3o Andar.
Telefones: (91) 3201-7211, (91) 3201-8713 e (91) 3249-4442
E-mails: prointer@ufpa.br, leilassef@ufpa.br e lauradiva@ufpa.br
Home Page: www. prointer.ufpa.br 
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA
Arte: Reprodução

Óleo extraído da copaíba pode ajudar no tratamento de doenças

Óleo extraído da copaíba pode ajudar no tratamento de doenças
disponível in:
http://redeglobo.globo.com/pa/tvliberal/edopara/videos/t/edicoes/v/oleo-extraido-da-copaiba-pode-ajudar-no-tratamento-de-doencas/2106759/

FAZENDO UMA BOA APRESENTAÇÃO EM SEMINÁRIOS

FAZENDO UMA BOA APRESENTAÇÃO EM SEMINÁRIOS
http://www.posgraduando.com/guia/dez-dicas-para-criar-uma-boa-apresentacao-no-powerpoint

domingo, 26 de agosto de 2012

Prêmio Márcio Ayres estende prazo para inscrição de trabalhos


Prêmio Márcio Ayres estende prazo para inscrição de trabalhos


Agência Museu Goeldi – Estudantes do ensino fundamental e médio do Pará, da rede pública e particular, conseguiram mais tempo para concorrer à quinta edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas (PJMA). O prazo final para entrega dos trabalhos foi adiado para 31 de outubro de 2012.

Criado em 2003, o Prêmio é fruto da parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Conservação Internacional do Brasil. Em sua quinta edição, conta com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.

Mais que um concurso, esta iniciativa é um processo educativo que incentiva os estudantes a investigarem a Biodiversidade Amazônica, com o objetivo de ampliar a divulgação e a discussão deste assunto nas escolas da rede pública e privada.

Inscrições – No site do Prêmio, os interessados podem fazer download do Manual dos Jovens Naturalistas, Regulamento do concurso, Guia para os professores orientadores, de esquemas de pesquisa com plantas ou animais e de palestras sobre diversos temas relacionados à biodiversidade, como também conhecer a história de alguns dos vencedores na websérie Jovens Naturalistas do Século XXI, que conta com nove episódios.

Aos estudantes do Ensino Fundamental são permitidas pesquisas individuais ou em dupla. Já os trabalhos do Ensino Médio são individuais. As pesquisas devem ser orientadas por professores da escola em que os alunos estão matriculados e abordar o tema Biodiversidade Amazônica. Os educadores também dispõem do blog da Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio para tirar dúvidas sobre práticas pedagógicas no ensino da biodiversidade.

Quem deseja participar do concurso deve enviar o trabalho escrito pelos Correios, até o dia 31 de outubro, endereçado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, Serviço de Educação – Av. Magalhães Barata, 376 – São Braz, C.P. 399, CEP 66040-170, Belém-PA.

Seleção – A relação dos melhores trabalhos selecionados para etapa final do concurso será divulgada no Portal do Museu Goeldi no dia 19 de novembro. Na última fase do Prêmio, os estudantes finalistas deverão fazer uma exposição oral das pesquisas que desenvolveram no dia 3 de dezembro. O resultado final (obtido pela somatória do trabalho escrito e da apresentação oral) será avaliado por uma comissão formada por educadores e pesquisadores.

Premiação - Os vencedores serão anunciados na cerimônia de encerramento da 5ª edição, no dia 4 de dezembro de 2012. Os prêmios a ser entregues são notebooks (primeiro lugar), máquina fotográfica digital (segundo lugar) e bicicleta (terceiro lugar). Além disso, haverá premiações para os professores orientadores (notebooks), para as escolas com melhores desempenhos (kit de publicações) e os municípios que demonstrarão mais capacidade de mobilização.

Atividades educativas – Lançada em 2011, a quinta edição do Prêmio realizou uma ampla programação educativa com oficinas, trilhas educativas e palestras com pesquisadores para as escolas da região metropolitana de Belém. No dia 5 de junho de 2012, o circuito de atividades do primeiro semestre foi encerrado com a Porococa da Biodiversidade, uma mostra diversificada de pesquisas em biodiversidade realizadas pelo Museu Goeldi.

Os apoiadores do Prêmio Márcio Ayres incluem a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa).

Serviço: 5ª Edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas. Tema Biodiversidade Amazônica.Inscrições de trabalhos até 31 de outubro de 2012. Mais informações no site do Prêmio, pelos telefones (91) 31823216/31823217 ou pelo e-mail premio@museu-goeldi.br.
CALENDÁRIO DE AVALIAÇÃO DO PJMA
Prazo final de inscrição: 31/10/12
Homologação das inscrições: 5 e 6/11/12
Avaliação de trabalhos escritos: 7 a 16/11/12
Anúncio dos finalistas: 19/11/12
Avaliação oral: 3/12/12
Premiação: 4/12/12
Texto: Luena Barros

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Eventos debatem jornalismo sobre ciência e meio ambiente


Eventos debatem jornalismo sobre ciência e meio ambiente

10/08/12


Versão para impressãoEnviar para amigoVersão PDFEventos debatem jornalismo sobre ciência e meio ambiente
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) realiza, dia 31 de agosto, o I Seminário Estadual Jornalismo Científico, com o objetivo de discutir as estratégias e perspectivas da divulgação da ciência nos meios de comunicação de massa. O evento integra a programação do 8º Congresso Estadual dos Jornalistas promovido, de 30 de agosto a 02 de setembro, pelo Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA).

Entre as atrações do Seminário está o jornalista Wilson da Costa Bueno, primeiro doutor em Jornalismo Científico do Brasil, que abordará as tendências e os desafios do jornalismo sobre ciência no contexto nacional. A jornalista do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), Jimena Felipe Beltrão, falará sobre as experiências e perspectivas do Jornalismo Científico na Amazônia e, em especial, no Pará.

O Seminário será mediado pela jornalista e professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rosaly Brito, e ainda terá a participação de editores de jornais locais como debatedores. 

Podem participar jornalistas, assessores, educadores, estudantes de graduação/pós-graduação e demais interessados. As inscrições são gratuitas e os interessados devem enviar nome completo, formação, e-mail, instituição, telefone de contato para o endereço eletrônico: imprensa.secti.pa@gmail.com até 30/08. Haverá emissão de certificados para os inscritos. 

Congresso dos Jornalistas - Com o tema “Os desafios do jornalismo e sua contribuição para o desenvolvimento sustentável na Região Amazônica”, o Congresso dos Jornalistas contará com a participação de importantes nomes do jornalismo nacional e regional. Na abertura (30), o destaque é a entrega do I Prêmio Belém de Jornalismo. 

Na sexta (31), haverá o Seminário de Jornalismo Científico (manhã) e, à tarde, os painéis sobre a relação entre jornalismo e meio ambiente. No sábado (01), serão ministradas as oficinas “Cobertura jornalística sobre o risco de desastre” e “Ferramentas digitais: a tecnologia sustentável ao seu alcance”. A programação segue com os painéis “Estratégias de enfrentamento da crise ambiental na Amazônia” e “Jornalismo Ambiental na Academia”. O dia termina com apresentação cultural e exposição de fotos. O último dia do evento será dedicado ao Estatuto do Sindicato e à leitura da Carta de Belém.

Para conferir a programação completa e os valores das inscrições para o Congresso, clique no link:http://www.secti.pa.gov.br/sites/default/files/programacao_congresso_seminario.pdf.

Serviço:
8º Congresso Estadual dos Jornalistas
Período: 30/08 a 02/09
Local: Sede da OAB-PA - Praça Barão do Rio Branco, 93 - Campina
Inscrições: Interessados devem efetuar o pagamento da inscrição e enviar nome completo, registro profissional, instituição, oficina escolhida, e-mail e telefone para o endereço: sinjorpa@gmail.com.
Informações: (91) 3246-5209 (Falar com Paulo ou Marília)

I Seminário Estadual de Jornalismo Científico
Data: 31/08
Horário: 9h
Local: Sede da OAB-PA - Auditório Octávio Mendonça
Inscrições gratuitas: enviar nome completo, formação, instituição/empresa, e-mail e telefone paraimprensa.secti.pa@gmail.com. Haverá emissão de certificados para os inscritos.
Informações: 4009-2514/8146-6642


Raphael Freire – Ascom/Secti

Feira de Ciência e Tecnologia já tem data e local definidos


Feira de Ciência e Tecnologia já tem data e local definidos

    Da Redação
    Agência Pará de Notícias
    Atualizado em 16/05/2012 às 14:16

    A família paraense já pode reservar na agenda os dias 17, 18 e 19 de outubro. Nesse período, vai acontecer a V Feira Estadual de Ciência e Tecnologia no Campus II da Universidade do Estado do Pará (Uepa). O evento, realizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), vai apresentar uma boa parte da produção científica de importantes instituições de ensino e pesquisa do estado.
    A Feira representa a etapa regional da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, cujo tema deste ano é "Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza” e está alinhado com as discussões da Conferência Rio +20, que será realizada no Brasil, em junho. A Organização das Nações Unidas (ONU) está estimulando todos os Países a realizarem atividades com o objetivo de aumentar a consciência coletiva sobre a importância deste tema, por meio de ações a nível local, regional e internacional.
    A programação da Feira Estadual estará repleta de atividades de difusão e apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados ao tema principal. Serão debatidas as estratégias e mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no país.
    Mostras
    Dentre os eventos que fazem parte da Semana Nacional e antecedem a Feira Estadual, está a Mostra de Ciência e Cultura. O objetivo é aproximar a ciência do cotidiano do público estudantil oferecendo um espaço de descoberta e reflexão por meio de atividades expositivas e interativas. A programação deste ano conta com palestras, oficinas, apresentações culturais, minicursos e exposições interativas. Toda programação é gratuita e aberta à participação de toda comunidade do município onde estiver sendo realizada.
    Este ano, a Mostra já percorreu cinco municípios do interior do estado e ainda este mês, passará por Paragominas, nos dias 24 e 25. Em junho, será a vez de Moju, nos dias 14 e 15, além de Abaetetuba, nos dias 28 e 29. Até o final do ano, o evento visitará sete localidades.

    Texto:
    Raphael Freire - Secti
    Fone: (91) 4009-2514 / (91) 8146-6642
    Email: raphael.freire@secti.pa.gov.br

    Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
    Avenida Presidente Vargas, 1.020 - Campina
    Fone: (91) 4009-2511 / 2512
    Site: www.secti.pa.gov.br Email: secti@secti.pa.gov.br

    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    Museu Goeldi lança o Censo da Biodiversidade


    A instituição propõe uma ferramenta que permitirá aos pesquisadores, gestores ambientais e à sociedade em geral acompanhar o avanço do estado do conhecimento sobre a biodiversidade da Amazônia
    Agência Museu Goeldi - Quantas espécies existem na Amazônia? "Parece uma pergunta fácil, mas é muito difícil responder quantas espécies existem aqui na Amazônia. É uma questão muito dinâmica, que depende de vários fatores. A todo tempo são descobertas novas espécies", responde a pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG, Dra.Teresa Ávila-Pires, especialista em répteis.
    A resposta a essa pergunta complexa está sendo estruturada no Censo da Biodiversidade, que foi lançado no dia 18 de maio durante o evento "A biodiversidade da Amazônia no contexto da Rio+20". O Censo é uma iniciativa da Coordenação de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Goeldi realizada no âmbito do Programa Biodiversidade da Amazônia, com o objetivo de organizar e tornar público o conhecimento sobre a riqueza biológica amazônica.
    É uma ferramenta a ser produzida colaborativamente pelos grupos de pesquisa que atuam na região para disponibilizar dados confiáveis, e atualizados regularmente, sobre as espécies da Amazônia.
    O Censo inicia com as listas das espécies do estado do Pará, compreendendo 12 grupos da fauna e 3.813 espécies que ocorrem no território paraense. Os interessados podem conferir o nome científico, a família em que a espécie está inserida e, quando for o caso, a categoria de ameaça de extinção. As espécies da flora serão disponibilizadas num segundo momento, e deverão abranger duas bases de dados, uma de inventários florísticos e outra de coleções. Outros grupos biológicos também deverão ser agregados às listas até o final de 2012.
    A meta do Censo é a disponibilização das Listas de Espécies da Amazônia brasileira e, mais adiante, do Bioma Amazônia, a partir de um trabalho em colaboração com as instituições e grupos de pesquisa atuantes na região.
    O Censo também não será apenas uma Lista de Espécies. Ele deverá agregar com o tempo as informações sobre cada espécie, como exemplares disponíveis em coleções científicas, localidades de ocorrência, literatura relacionada, imagens, etc. O projeto também buscará a integração com as bases de dados em desenvolvimento no MPEG, como o SinBIO, e outras iniciativas, como o recém-lançado SIB-Br pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
    Mas, o desejo da instituição secular, referência obrigatória nos estudos amazônicos, é maior. O MPEG propõe esta ferramenta colaborativa como um mecanismo para a comunidade científica nacional apresentar seus dados sobre os demais biomas brasileiros.
    Biodiversidade, ciência e sociedade – Com o esforço coletivo na elaboração das listas será possível perceber, ao final de cada ano, as direções do avanço no conhecimento, por exemplo, via aplicação de novos métodos de coleta, novas regiões inventariadas, etc. Esta sistematização de informações permitirá ainda análises e números preditivos da biodiversidade. Segundo a pesquisadora Teresa Ávila-Pires, o Censo da Biodiversidade será uma ferramenta de acompanhamento do progresso científico: "Com essas atualizações, a gente vai ter uma visão do progresso, de quantas espécies estão sendo descritas, quantas espécies que não sabiamos que ocorriam em determinada área.
    As primeiras listas de espécies do Censo da Biodiversidade estão disponíveis no site: http://marte.museu-goeldi.br/biodiversidade/censo/aplicacao